Cigarro ameaça o cérebro: riscos no Dia Nacional de Combate ao Fumo
Tabagismo está ligado ao aumento do risco de AVC, demência e agravamento de doenças neurológicas
Quando se pensa nos malefícios do cigarro, os danos aos pulmões e ao coração são os mais lembrados. No entanto, o cérebro também sofre significativamente com o tabagismo. No Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, especialistas chamam atenção para os efeitos nocivos do cigarro na saúde neurológica, incluindo o aumento do risco de acidente vascular cerebral (AVC), demência e a progressão de doenças neurodegenerativas.
Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) e do Ministério da Saúde, fumar eleva de duas a quatro vezes o risco de AVC, sendo que aproximadamente 20% dos casos no Brasil estão diretamente relacionados ao tabagismo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que o tabagismo é responsável por mais de 8 milhões de mortes anuais no mundo, incluindo 1,2 milhão entre não fumantes expostos ao fumo passivo.
Impactos do cigarro no cérebro
A fumaça do cigarro contém substâncias que promovem inflamações crônicas, estresse oxidativo e alterações nos vasos sanguíneos, resultando em redução da oxigenação cerebral, rigidez vascular e maior propensão à formação de coágulos, fatores que elevam o risco de derrames.
Além disso, o tabagismo está associado à perda neuronal e a alterações estruturais no cérebro, como a atrofia cortical, que é a diminuição do volume cerebral em áreas específicas. Estudos indicam que fumantes têm até 45% mais chance de desenvolver Alzheimer e outras formas de demência em comparação a não fumantes, conforme relatórios da OMS e da comissão The Lancet.
Relação com a esclerose múltipla
Outro efeito preocupante do tabagismo é sua influência na esclerose múltipla (EM). As toxinas presentes no cigarro aumentam a inflamação e aceleram a degradação da bainha de mielina, que protege as fibras nervosas no sistema nervoso central. Isso está ligado a uma progressão mais rápida da incapacidade física e ao surgimento de novas lesões cerebrais.
Dra. Tatiana Branco, diretora médica da Biogen, destaca que “cuidar da saúde cerebral exige uma abordagem integral. Embora a biotecnologia tenha avançado no desenvolvimento de tratamentos que desaceleram a progressão de danos neurológicos, a cessação definitiva do tabagismo permanece essencial para garantir qualidade de vida e autonomia a longo prazo”.
Prevenção e cuidados
O alerta não é apenas para fumantes ativos, mas também para aqueles expostos ao fumo passivo, que enfrentam riscos significativos. Parar de fumar e buscar apoio profissional são medidas fundamentais para reduzir os riscos e proteger a saúde cerebral. Pessoas com histórico de sintomas neurológicos ou AVC devem consultar profissionais de saúde para orientação adequada.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



