Voto consciente: como avaliar candidatos nas eleições de 2026
Ricardo Viveiros destaca a importância de analisar candidatos ao Executivo e Legislativo com responsabilidade
As eleições de outubro de 2026 no Brasil vão definir deputados estaduais e federais, senadores, governadores e presidente da República, cargos que influenciarão os rumos do país pelos próximos quatro anos. Em artigo de opinião, o jornalista, professor e escritor Ricardo Viveiros destaca a importância de um voto consciente, que vá além das emoções e das campanhas nas redes sociais.
Viveiros alerta que a escolha do Congresso Nacional é tão crucial quanto a do presidente, pois a governabilidade depende da relação entre Executivo e Legislativo. Por isso, ele defende que o eleitor não desconsidere os candidatos às casas parlamentares, já que eles têm papel fundamental na aprovação de projetos e na condução das políticas públicas.
O cenário político e os perfis em disputa
O artigo apresenta diferentes perfis que se destacam nas pesquisas eleitorais, incluindo nomes ligados ao tradicional “coronelismo” agrário, representantes com discursos econômicos considerados superficiais, candidaturas da chamada “terceira via” sem programas claros e figuras oriundas de movimentos políticos recentes. Entre os nomes citados estão Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão).
Também são mencionados líderes com trajetórias mais conhecidas, como Flávio Bolsonaro (PL), representante da extrema direita brasileira, e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que simboliza um projeto político com amplo apoio popular e controvérsias, defendendo políticas de inclusão social, valorização do salário-mínimo e soberania nacional.
Critérios para uma escolha responsável
O autor recomenda que o eleitor confronte discursos com resultados e promessas com capacidade de execução, considerando aspectos como:
- Histórico político e profissional dos candidatos;
- Propostas e fontes de financiamento;
- Trajetória judicial e eventuais impedimentos previstos na Lei da Ficha Limpa;
- Prestação de contas e informações fiscais;
- Alianças políticas e compromisso com princípios democráticos;
- Resultados apresentados em cargos anteriores.
Além disso, Viveiros destaca a circulação de fake news durante as campanhas e reforça a importância de consultar veículos jornalísticos confiáveis, documentos oficiais e outras fontes seguras para evitar a desinformação.
O voto é apenas o começo
O artigo enfatiza que a participação política não termina no dia da votação. A fiscalização permanente dos eleitos, a cobrança por transparência e a participação ativa da sociedade são essenciais para fortalecer a democracia e garantir que as promessas sejam cumpridas.
O Brasil enfrenta desafios complexos em áreas como economia, desigualdade, segurança, saúde, educação, meio ambiente e emprego. Segundo Viveiros, não existem soluções simples nem “salvadores da pátria” capazes de governar sozinhos, e a responsabilidade pelas escolhas democráticas é dos eleitores.
Ricardo Viveiros é jornalista, professor e escritor. O conteúdo é publicado como artigo de opinião, com as posições atribuídas ao autor.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



