Transporte aéreo do Paraná beneficia 9 pacientes com transplantes

Operação de sete horas transportou fígados, rins e córneas entre cidades do Oeste e a capital

O Governo do Paraná, por meio da Casa Militar e da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), realizou uma operação de transporte aéreo para levar órgãos destinados a transplantes entre cidades da Região Oeste e a capital, Curitiba. A missão, que começou às 7 horas da manhã e durou cerca de sete horas, resultou na captação de três fígados, dois rins e quatro córneas, provenientes de três doadores diferentes, beneficiando ao todo nove pacientes.

Importância do transporte aéreo

O tempo é um fator crucial em transplantes, pois cada órgão possui um período limitado de preservação. O uso de aeronaves permite reduzir significativamente o tempo de deslocamento, ampliando o alcance das captações e aumentando as chances de sucesso dos procedimentos.

O primeiro-tenente da Polícia Militar Daniel Marçal Júnior, piloto do avião, destacou que “nesse tipo de operação, o tempo é um fator decisivo, pois cada órgão possui um período limitado de preservação. E o emprego das aeronaves permite reduzir, de forma significativa, o tempo de deslocamento, ampliando também o alcance das captações”. Ele acrescentou que a realização de duas missões no mesmo dia demonstra a importância do transporte aéreo para encurtar distâncias e ganhar tempo precioso para quem aguarda um transplante.

Estrutura e rede de transplantes no Paraná

A Casa Militar disponibiliza cinco aviões e um helicóptero para ações de traslado de órgãos e tecidos. Desde 2019, foram realizadas 848 missões, totalizando 2.415 horas em ação. Somente em 2026, até o momento informado, foram 95 ações e quase 287 horas empenhadas.

Além do transporte, o Sistema Estadual de Transplantes do Paraná conta com uma ampla estrutura que inclui 108 hospitais notificantes autorizados pelo Ministério da Saúde para identificar e notificar potenciais doadores. Também atuam as Organizações de Procura de Órgãos (OPOs) em Cascavel, Curitiba, Londrina e Maringá, que monitoram leitos de UTI e fazem busca ativa de doadores.

Complementam a rede 71 comissões hospitalares multiprofissionais, 37 equipes transplantadoras de órgãos e 84 equipes de tecidos, além de laboratórios de histocompatibilidade e sorologia, bancos de tecidos e cerca de 700 profissionais especializados envolvidos no processo.

Processo de doação de órgãos

O processo inicia-se com a suspeita de morte encefálica em um paciente internado. Após exames e confirmação do diagnóstico, a família é informada e consultada sobre a possibilidade de doação. Com a autorização, a Central Estadual de Transplantes coordena a identificação dos receptores compatíveis e organiza a captação e transporte dos órgãos, seguindo os critérios do Sistema Nacional de Transplantes.

Um único doador pode beneficiar até oito pessoas, contribuindo para reduzir o tempo de espera e salvar vidas. No Paraná, são realizados transplantes de rim, fígado, coração, pulmão e pâncreas, além de tecidos como córneas, pele, ossos e válvulas cardíacas.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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