Terapia ou psiquiatria: quando combinar os tratamentos?
Entenda as diferenças entre psicoterapia e acompanhamento psiquiátrico e por que os dois cuidados podem ser indicados em alguns casos.
“Eu preciso de psicólogo ou de psiquiatra?” Essa é uma dúvida comum para quem decide buscar ajuda para cuidar da saúde mental. Embora sejam acompanhamentos diferentes, psicoterapia e psiquiatria podem se somar em determinadas situações, especialmente quando os sintomas interferem de forma significativa na rotina.
De acordo com a psiquiatra Bianca Bolonhezi, o profissional da psiquiatria é responsável por avaliar sintomas, fazer diagnósticos e, quando necessário, indicar e acompanhar o tratamento medicamentoso. Já o psicólogo conduz o processo psicoterapêutico, ajudando a pessoa a compreender pensamentos, emoções, comportamentos e padrões presentes em sua experiência.
Qual é a diferença entre psicólogo e psiquiatra?
Na prática, o psiquiatra tem formação médica e pode avaliar a necessidade de medicação. A psicoterapia, por sua vez, abre espaço para compreender o sofrimento, desenvolver estratégias de enfrentamento e trabalhar aspectos emocionais ao longo do tempo.
“Psiquiatria e psicoterapia atuam em frentes diferentes e complementares. O psiquiatra é o médico responsável por avaliar sintomas, fazer diagnósticos e, quando necessário, indicar e acompanhar o tratamento medicamentoso. Já o psicólogo trabalha o processo psicoterapêutico”, explica Bianca.
A combinação pode ser considerada em quadros como ansiedade, depressão, crises de pânico e outros transtornos que comprometem o funcionamento diário. Alterações intensas do sono, crises recorrentes e sintomas que dificultam a rotina são exemplos de situações em que o tratamento medicamentoso pode ser avaliado por um médico.
Quando os dois acompanhamentos podem ajudar?
Segundo a especialista, a medicação pode contribuir para controlar sintomas importantes, enquanto a psicoterapia ajuda a investigar o que está por trás do sofrimento e a construir recursos para lidar com ele. O cuidado conjunto, portanto, não significa que um acompanhamento substitua o outro.
“Cada pessoa tem uma necessidade diferente, e não existe uma fórmula única. O importante é entender o que aquela pessoa está vivendo e, a partir de uma avaliação profissional, definir qual tipo de acompanhamento faz sentido naquele momento”, afirma.
A médica também destaca que nem toda pessoa que busca ajuda em saúde mental precisará dos dois profissionais. Em alguns casos, a psicoterapia pode ser suficiente; em outros, o acompanhamento psiquiátrico será necessário. A decisão deve considerar os sintomas, o histórico e as necessidades individuais.
Um olhar individualizado para a saúde mental
Bianca Bolonhezi tem formação em Psicopatologia Fenomenológica, abordagem que valoriza a experiência subjetiva do paciente para além de uma lista de sintomas. Seu trabalho considera sete pilares: exercício físico, sono, alimentação saudável, rede de apoio, psicoterapia, espiritualidade e autocuidado e, quando necessário, medicação.
O ponto central é buscar avaliação profissional quando o sofrimento persistir ou começar a afetar a vida cotidiana. A partir dessa análise, torna-se possível entender qual modalidade de cuidado faz sentido para cada momento.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



