Regras invisíveis ainda moldam a carreira das mulheres no trabalho

Executivas destacam empatia, firmeza e equilíbrio como chaves para uma liderança renovada

Nem todas as barreiras enfrentadas pelas mulheres no ambiente corporativo estão explícitas em políticas ou manuais. Muitas vezes, elas se manifestam em situações cotidianas, como interrupções em reuniões, a necessidade de reafirmar ideias para obter reconhecimento ou a pressão para adotar posturas rígidas para demonstrar autoridade. No Dia Internacional da Igualdade Feminina, celebrado em 26 de agosto, relatos de executivas trazem à tona essas regras invisíveis e mostram como a liderança feminina está sendo ressignificada.

As experiências compartilhadas pela W3haus, agência do Grupo Stefanini, evidenciam que ocupar posições estratégicas não exige seguir modelos tradicionais de comando. Empatia, leveza e a definição de limites pessoais são elementos que também compõem trajetórias de sucesso.

Empatia como ferramenta de gestão

Alessandra Sant’Ana, CEO da W3haus, observa que profissionais que alcançam o topo frequentemente sentem a pressão para adotar comportamentos mais duros, como forma de se adaptar a ambientes tradicionais. No entanto, ela optou por enxergar a empatia como um recurso de gestão, e não como sinal de fragilidade.

Para Alessandra, liderar envolve a capacidade de ler cenários, construir relações de confiança e tomar decisões claras. Ela destaca: “Acredito muito em uma frase da Brené Brown: vulnerabilidade não é fraqueza, é consciência.”

A executiva também compartilha que, ao receber o convite para assumir a posição de CEO após um período afastada da publicidade, sentiu dúvidas iniciais, mas aceitou o desafio, reconhecendo esse passo como parte do processo de assumir novas responsabilidades.

Firmeza sem endurecer

Danielle Ceccato, Head de Marketing da Getnet, identifica as regras invisíveis em situações comuns do dia a dia corporativo, como interrupções frequentes e a necessidade de reafirmar opiniões para garantir reconhecimento. Na empresa onde atua, mais de 40% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres.

Diante dessas situações, Danielle adota postura e estratégia: utiliza o silêncio para reposicionar conversas e reforça seus pontos com clareza, mantendo equilíbrio e firmeza. Ela aconselha quem está começando que não é necessário endurecer para conquistar espaço: “Você não precisa se endurecer para caber.”

Resultados sem sobrecarga

Nathalie Honda, CMO da Wella Company Brasil, questiona a ideia de que existe um único caminho para alcançar resultados. Para ela, leveza e consistência podem coexistir. “Existe muito valor em fazer as coisas de forma mais humana e leve, e isso também traz resultado”, afirma.

Ela destaca a influência de uma líder feminina que priorizava a vida pessoal, saindo no horário para estar com a família, prática que fazia parte do modelo de gestão e não era exceção.

Esses relatos indicam que a igualdade no trabalho vai além da representatividade, envolvendo a revisão dos códigos que definem autoridade, produtividade e disponibilidade. À medida que diferentes formas de liderar ganham espaço, as regras invisíveis deixam de ser aceitas como inevitáveis e começam a ser reescritas.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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