Cigarro e vapes aceleram envelhecimento da pele, alerta SBD

Sociedade Brasileira de Dermatologia destaca riscos do tabagismo e dos cigarros eletrônicos para pele, cabelos e unhas

Quando se pensa nos malefícios do cigarro, os danos aos pulmões e ao coração são os primeiros a serem lembrados. No entanto, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) chama atenção para os efeitos nocivos do tabagismo e do uso de cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes, sobre a saúde da pele, cabelos e unhas. A data de 29 de agosto, Dia Nacional de Combate ao Fumo, é um momento para reforçar esses alertas.

Segundo a SBD, o tabagismo reduz a oxigenação dos tecidos, provoca estresse oxidativo e afeta os vasos sanguíneos, acelerando o envelhecimento cutâneo e comprometendo a capacidade de cicatrização da pele.

Impactos do cigarro na pele e nos anexos cutâneos

A exposição contínua à fumaça do cigarro danifica as fibras de colágeno e elastina, que garantem a firmeza e elasticidade da pele. Isso resulta em rugas mais profundas, especialmente ao redor da boca, perda do viço natural, alterações na coloração e um aspecto geral mais envelhecido.

Além disso, o tabagismo prejudica a circulação sanguínea na pele, reduzindo a oxigenação e a nutrição dos tecidos. O Dr. João Renato Vianna Gontijo, coordenador do Departamento de Medicina Interna da SBD, explica: “A redução da oxigenação dos tecidos, o estresse oxidativo e os efeitos sobre os vasos sanguíneos contribuem para um processo de envelhecimento cutâneo mais acelerado, além de prejudicarem a capacidade de cicatrização. Por isso, abandonar o cigarro é uma medida importante para a saúde do organismo como um todo, inclusive da pele”.

A Dra. Marcelle Nogueira, coordenadora do Departamento de Geriatria da SBD, acrescenta que esse processo pode deixar a pele mais áspera e opaca, além de tornar cabelos e unhas mais frágeis.

Vapes também apresentam riscos à saúde da pele

Embora algumas pessoas considerem os cigarros eletrônicos uma alternativa menos prejudicial, a SBD alerta que eles não são isentos de riscos. Os líquidos usados nos vapes podem conter nicotina e diversas substâncias químicas que podem causar irritações e alterações na pele, além de representar riscos à saúde sistêmica.

O uso desses dispositivos é especialmente preocupante entre adolescentes e jovens, que são mais vulneráveis à dependência de nicotina. “É importante combater a percepção de que o cigarro eletrônico não traz consequências para a saúde”, destaca o Dr. Gontijo.

Recomendações para preservar a saúde da pele

Para manter a saúde e a qualidade da pele, a SBD recomenda abandonar o cigarro e os vaporizadores, adotar uma alimentação equilibrada e rica em antioxidantes, usar protetor solar diariamente, hidratar a pele e evitar banhos muito quentes. Consultas regulares com um dermatologista são importantes para prevenir e diagnosticar precocemente alterações cutâneas.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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