Câncer de mama: longevidade depende do estilo de vida
Tratamentos eficazes ampliam a sobrevida, mas obesidade e doenças do envelhecimento exigem atenção
O câncer, antes associado à finitude da vida, hoje é encarado sob uma nova perspectiva graças a terapias inovadoras, medicamentos eficazes e investimentos em pesquisas. Pacientes oncológicos, especialmente aqueles com câncer de mama, têm a possibilidade concreta de viver por longos anos com qualidade.
Segundo o mastologista Daniel Buttros, pesquisador em estilo de vida, câncer de mama, obesidade e síndrome metabólica, o câncer é uma doença que ocorre em todas as idades, mas está fundamentalmente ligada ao envelhecimento. Pessoas com 65 anos ou mais representam mais da metade dos novos casos oncológicos, em parte devido à diminuição da eficiência do sistema imunológico na detecção e destruição de células cancerígenas.
Envelhecimento e resposta imunológica
Com o avanço da idade, a resposta imunológica pode se tornar menos eficiente, favorecendo o desenvolvimento de tumores. Por isso, o tratamento do câncer deve ser acompanhado da atenção a outras doenças comuns do envelhecimento, como diabetes tipo 2, osteoporose e problemas cardiovasculares relacionados à obesidade.
Obesidade e câncer de mama
O câncer de mama é o tipo mais incidente entre as mulheres no Brasil, e a obesidade é um fator de risco importante tanto na pré quanto na pós-menopausa. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a obesidade como uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal que oferece risco à saúde. No Brasil, estima-se que 21,8% dos homens e 29,5% das mulheres sejam obesos, e mais de 60% dos adultos estejam fora do peso ideal, segundo dados do IBGE.
Mulheres obesas apresentam maior risco de desenvolver câncer de mama e enfrentam desafios adicionais no tratamento. Um estudo citado por Buttros analisou mulheres com câncer de mama submetidas a tratamento neoadjuvante (quimioterapia ou outras drogas antes da cirurgia). Embora muitas tenham alcançado resposta patológica completa — ausência de tumor detectável após a terapia —, aquelas obesas apresentaram maior incidência de recidiva mamária, metástases à distância e mortalidade por câncer e outras causas.
Abordagem ampla para o cuidado oncológico
O especialista defende que o cuidado oncológico deve ir além do tratamento do tumor, incorporando o acompanhamento de condições como obesidade, hipertensão arterial e diabetes. O estilo de vida do paciente, incluindo hábitos e escolhas diárias, é fundamental para aumentar as chances de longevidade e qualidade de vida.
Assim, tratar o câncer e as doenças associadas ao envelhecimento de forma integrada pode transformar a oncologia, tornando possível que “câncer” e “longevidade” sejam conceitos que coexistam na prática clínica e na vida das pacientes.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



