Após os 60, sede pode não indicar falta de água
Percepção da sede diminui com o envelhecimento; veja sinais de desidratação e formas simples de manter a hidratação ao longo do dia.
Beber água é um cuidado essencial, mas após os 60 anos, a percepção da sede pode diminuir significativamente, fazendo com que muitas pessoas passem horas sem ingerir líquidos, mesmo quando o corpo já necessita de reposição.
Dados do DataSUS indicam que pessoas idosas representam mais de 40% das internações por desidratação no Sistema Único de Saúde (SUS). A desidratação pode surgir de forma silenciosa e afetar diversas funções do organismo, incluindo a disposição, a circulação sanguínea, a função dos rins e a capacidade de concentração.
Sinais de desidratação podem preceder a sede
Ao contrário do que se imagina, a desidratação nem sempre começa com sede intensa. Entre os sinais que merecem atenção estão boca seca, urina escura, redução do volume urinário, pele ressecada, fraqueza, sonolência, tontura e dificuldade de concentração.
A Dra. Fernanda Sperandio, geriatra da MedSênior, explica que “o envelhecimento modifica a forma como o organismo regula a água corporal. A sensação de sede deixa de ser um indicador tão confiável quanto na juventude. Por isso, a hidratação precisa ser encarada como um hábito planejado, e não apenas como uma resposta ao desejo de beber água”.
Em casos mais graves, a falta de líquidos pode levar a quedas, alterações do estado de consciência e até necessidade de internação, especialmente em pessoas com doenças crônicas. A atenção deve ser redobrada em dias quentes e durante episódios de gripe ou outras infecções.
Quantidade de água varia para cada pessoa
A necessidade diária de líquidos depende de fatores como idade, peso, nível de atividade física, temperatura ambiente e condições de saúde. Pessoas com doenças renais, cardíacas ou que precisam restringir líquidos devem seguir orientações individualizadas.
Segundo a nutricionista Giselli Prucoli, também da MedSênior, o importante é distribuir a ingestão de líquidos ao longo do dia, sem esperar a sede aparecer. Estratégias como deixar uma garrafa de água sempre à vista, estabelecer horários para beber e usar lembretes no celular ajudam a criar o hábito.
A cor da urina pode ser um indicador útil: quando clara, geralmente indica hidratação adequada, embora não substitua a avaliação profissional.
Água é a principal fonte de hidratação
Além da água, chás sem açúcar, água saborizada naturalmente com frutas ou ervas, água de coco e alimentos ricos em água, como melancia, melão, laranja, abacaxi, pepino e tomate, podem ajudar a manter a hidratação.
Refrigerantes, bebidas alcoólicas e opções com excesso de açúcar não substituem a água e devem ser consumidos com moderação. Para quem convive com pessoas idosas, oferecer líquidos regularmente, mesmo quando não sentem sede, é uma medida simples e eficaz de prevenção.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



