Cirurgias bariátricas representam menos de 0,5% dos sinistros corporativos
Estudo da Acrisure destaca queda nos eventos relacionados à obesidade e concentração entre mulheres de 29 a 43 anos
As cirurgias bariátricas representam menos de 0,5% do total de sinistros em apólices corporativas, segundo um estudo consultivo realizado pela Acrisure Brasil. A análise, que abrangeu dados da carteira da empresa entre 2021 e 2025, também identificou que 78% dos eventos relacionados à obesidade estão concentrados no público feminino.
Esses dados desafiam a percepção comum de que os procedimentos cirúrgicos para tratamento da obesidade impactam significativamente os custos dos planos empresariais. Durante o período analisado, a participação financeira direta da obesidade no total de sinistros apresentou uma queda gradual, passando de um pico de 0,39% em 2022 para 0,25% em 2025.
Concentração entre mulheres de 29 a 43 anos
Além do predomínio feminino, o estudo aponta que a maioria dos casos ocorre entre profissionais com idades entre 29 e 43 anos, faixa associada ao auge da capacidade produtiva e ascensão profissional. Essa faixa etária também coincide com importantes mudanças na rotina e saúde, especialmente para mulheres.
A taxa de eventos por mil vidas também diminuiu significativamente, caindo de 3,68 em 2021 para 1,57 em 2025. O levantamento indicou ainda que beneficiários de planos classificados no nível Intermediário II apresentam maior recorrência de casos.
Prevenção como foco estratégico
De acordo com o Dr. Danilo Nakandakare, Diretor Médico de Gestão de Saúde da Acrisure Brasil, os resultados do estudo ajudam a redirecionar o debate nas empresas. Ele destaca que “os números desmistificam a percepção de que a cirurgia de obesidade desestabiliza a sinistralidade. O verdadeiro desafio para o RH e para as operadoras está no perfil do público afetado e na necessidade de ações preventivas direcionadas”.
O estudo também analisou a incidência da obesidade por setor econômico, revelando que o segmento de Saúde lidera com uma taxa de 32,55 eventos por mil vidas, mais que o triplo do segundo colocado, o setor de Consultorias, com 9,50. Empresas de Tecnologia e Comunicação aparecem em terceiro lugar, com 5,48.
Geograficamente, as regiões Sul e Sudeste apresentam as maiores taxas de eventos por mil vidas, com 3,01 e 2,88 respectivamente, entre as grandes regiões brasileiras.
Esses dados reforçam a importância de abordar a obesidade no ambiente corporativo para além dos custos diretos dos procedimentos. A implementação de ações preventivas e o acompanhamento da saúde dos colaboradores podem ser direcionados conforme o perfil demográfico e os contextos profissionais identificados no levantamento.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



