Azia e refluxo: quando é hora de investigar
Queimação frequente, dificuldade para engolir e perda de peso estão entre os sinais que merecem avaliação médica.
Uma azia ocasional nem sempre indica um problema grave. Mas quando a queimação passa a fazer parte da rotina, muda de característica ou aparece acompanhada de outros sintomas, o desconforto merece ser investigado. Perda de peso sem causa aparente, dificuldade para engolir e alterações persistentes no intestino estão entre os sinais de atenção.
Refeições volumosas, jantar perto da hora de dormir, determinados alimentos, excesso de peso, bebidas alcoólicas e tabagismo podem favorecer azia e refluxo. Ainda assim, sintomas digestivos recorrentes também podem estar associados a doenças do aparelho digestivo, que inclui esôfago, estômago, intestino, fígado, pâncreas e vias biliares.
Refluxo frequente não deve ser normalizado
No refluxo, o conteúdo ácido do estômago retorna para o esôfago. Quando isso acontece repetidamente, a exposição ao ácido pode provocar inflamação e alterações no revestimento do órgão. Por isso, tentar apenas aliviar a queimação sem investigar a causa pode atrasar a identificação do problema.
“Um dos principais problemas é quando a pessoa se acostuma com determinado sintoma e passa a considerá-lo normal. Uma azia ocasional, por exemplo, não significa que exista uma doença grave. Porém, quando a queimação é frequente, muda de característica ou aparece acompanhada de outros sinais, é importante investigar”, explica o cirurgião do aparelho digestivo Mateus Antunes Nogueira, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.
Sinais de alerta para observar
A presença de um desses sintomas não significa, por si só, que exista câncer. Porém, manifestações persistentes, progressivas ou sem explicação clara devem ser avaliadas:
- azia ou refluxo frequentes;
- dor abdominal persistente;
- dificuldade ou dor para engolir;
- sensação de alimento parado no esôfago;
- náuseas e vômitos recorrentes;
- perda de peso ou de apetite;
- saciedade após pequenas quantidades de comida;
- anemia sem causa identificada;
- sangue nas fezes ou no vômito;
- diarreia ou constipação persistentes;
- mudanças no formato ou aspecto das fezes;
- pele e olhos amarelados, condição conhecida como icterícia.
“Não é preciso esperar que todos esses sintomas apareçam juntos para procurar atendimento. Um sinal isolado também pode justificar uma avaliação, principalmente se for persistente, progressivo ou não tiver uma explicação clara”, alerta Nogueira.
Quais exames podem ser usados?
A investigação depende dos sintomas e da região afetada. A endoscopia digestiva alta examina o esôfago, o estômago e o início do intestino delgado. A colonoscopia avalia o intestino grosso e o reto, além de permitir a identificação e retirada de pólipos.
Alterações no fígado, pâncreas e vias biliares podem ser investigadas com ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética. Se houver uma lesão suspeita, a biópsia pode confirmar ou afastar o diagnóstico de câncer.
O mais importante é não tentar descobrir a causa apenas pela intensidade da dor. Mudanças no funcionamento habitual do organismo e sintomas que não passam precisam de orientação profissional.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



