Alergias respiratórias pioram no frio e no tempo seco
Rinite, asma e sinusite alérgica se intensificam no inverno; veja cuidados para reduzir poeira e irritação
Durante o inverno, o frio, a baixa umidade do ar e o maior tempo em ambientes fechados aumentam a exposição a agentes como poeira, ácaros e poluentes, agravando alergias respiratórias. Rinite alérgica, asma, conjuntivite e sinusite de origem alérgica são as condições mais comuns nesse período.
O pneumologista e professor da Medicina da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), Paulo José Mascarenhas Mazaro, explica que “o frio e o tempo seco aumentam a concentração de alérgenos no ar. Além disso, as pessoas permanecem mais tempo em locais com pouca circulação de ar, o que amplia a exposição aos agentes que desencadeiam as alergias”.
Como diferenciar alergia de gripe
Embora compartilhem alguns sintomas, alergias respiratórias e infecções virais apresentam diferenças importantes. As alergias costumam provocar espirros repetidos, coceira no nariz, olhos e garganta, além de coriza transparente. Já a gripe geralmente vem acompanhada de febre, dores no corpo, mal-estar e secreção nasal mais espessa.
Quando os sintomas persistem ou há dificuldade para diferenciar as condições, é recomendada avaliação médica para o tratamento adequado.
Cuidados para aliviar a irritação
A baixa umidade resseca as vias respiratórias, tornando as mucosas mais suscetíveis a irritações e inflamações. Para amenizar esses efeitos, recomenda-se:
- Manter boa hidratação;
- Fazer higiene nasal com soro fisiológico;
- Ventilar os ambientes sempre que possível;
- Evitar exposição prolongada à poluição, poeira, fumaça e cheiros fortes;
- Utilizar umidificadores corretamente ou recipientes com água para aumentar a umidade do ar.
Além disso, dentro de casa, é importante lavar roupas de cama semanalmente, usar capas antialérgicas em colchões e travesseiros, controlar a umidade para evitar mofo e reduzir o acúmulo de poeira em tapetes, cortinas e bichos de pelúcia.
Crianças, idosos e pessoas com asma precisam de atenção
Crianças, com sistema respiratório em desenvolvimento, e idosos, que podem ter doenças crônicas e menor imunidade, são os grupos mais vulneráveis. Para pessoas com asma, é fundamental manter os medicamentos de controle em dia e seguir o plano de ação para crises prescrito pelo médico.
Sintomas como falta de ar, chiado no peito, dificuldade para respirar, inchaços importantes ou sinais que comprometam o sono e a qualidade de vida exigem avaliação por um pneumologista.
Além das condições típicas do inverno, as mudanças climáticas têm contribuído para o aumento das doenças alérgicas, alterando temperatura, umidade, poluição e concentração de pólens, o que prolonga a exposição aos alérgenos e agrava os sintomas.
Manter os ambientes limpos e ventilados, hidratar-se adequadamente e seguir o tratamento médico são medidas essenciais para atravessar as estações com mais conforto e qualidade de vida.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



