Medo de dentista: 6 dicas para enfrentar a consulta
Ansiedade odontológica pode atingir crianças, adolescentes e adultos; preparo, informação e diálogo ajudam a tornar o tratamento mais previsível.
O medo de dentista não é exclusivo das crianças. Adolescentes e adultos também podem sentir ansiedade antes da consulta, especialmente quando carregam experiências negativas, receio de dor ou dúvidas sobre o que vai acontecer. Informação, preparo e diálogo com a equipe podem tornar o atendimento mais previsível.
Uma pesquisa publicada em 2026 no British Journal of Clinical Psychology, que reuniu dados de 19 estudos com mais de 9 mil adultos, estimou que 18% apresentam níveis elevados de ansiedade odontológica. Entre crianças de 2 a 6 anos, um estudo global publicado em 2024 no Journal of Dentistry indicou que cerca de 30% têm medo ou ansiedade relacionados ao atendimento odontológico.
1. Saiba como será a consulta
Antes de iniciar um tratamento, é importante perguntar como será a avaliação, quais as próximas etapas e quais cuidados poderão ser necessários. Para crianças, recomenda-se explicar a experiência com palavras simples e adequadas à idade. Adolescentes e adultos podem esclarecer suas dúvidas diretamente com o profissional.
2. Não transforme a dor no assunto principal
Frases como “não vai doer” ou “não precisa ter medo” podem fazer a criança imaginar que existe algum motivo para esperar dor. Também é aconselhável evitar relatos negativos dos pais sobre consultas, aparelhos ou procedimentos. A consulta deve ser apresentada como parte do cuidado com a saúde, sem dramatização.
3. Conte à equipe que você está inseguro
Esconder o medo não torna a experiência necessariamente mais fácil. Se há receio de algum procedimento, lembrança ruim ou preocupação com o aparelho, falar sobre isso antes do atendimento ajuda a equipe a adaptar a comunicação.
“Nem todo medo tem a mesma origem. Entender se aquela insegurança vem do desconhecido, de uma experiência anterior, da expectativa de dor ou da preocupação com a aparência ajuda o profissional e o próprio paciente a lidarem melhor com o tratamento”, explica Claudia Consalter, cirurgiã-dentista e sócia-fundadora da OrthoDontic.
4. Adapte a conversa à idade
Crianças podem se beneficiar da familiarização com o ambiente. Adolescentes podem querer falar sobre aparência, rotina, alimentação e convivência social durante o uso do aparelho. Já adultos podem relacionar o tratamento atual a experiências vividas anos atrás. A mesma abordagem não funciona para todos.
5. Evite que a ansiedade interrompa o tratamento
Na ortodontia, o acompanhamento inclui consultas periódicas, ajustes e participação do paciente nos cuidados recomendados. Faltas frequentes, intervalos longos ou abandono podem prejudicar o planejamento e prolongar o tratamento. Se o medo dificultar o retorno, é importante conversar com a equipe antes de deixar de comparecer.
6. Prepare a criança para o ambiente
Explicar antecipadamente como funciona a consulta pode reduzir o estranhamento. O estudo publicado em 2024 encontrou maior probabilidade de medo ou ansiedade entre crianças que nunca haviam passado por uma consulta odontológica. Para Claudia, “o primeiro passo é permitir que ela fale sobre aquilo que a preocupa e entenda o que será feito”.
O objetivo não é fazer o medo desaparecer completamente, mas evitar que o desconhecido se transforme em uma barreira para o cuidado. Informação, previsibilidade e diálogo ajudam pacientes de diferentes idades a manter uma relação mais tranquila com o dentista.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



