Wearables e tablets ampliam o cuidado dentro e fora do hospital
Dispositivos móveis apoiam monitoramento e agilizam rotina das equipes de saúde
O cuidado com a saúde está deixando de ficar restrito ao ambiente hospitalar. Wearables e tablets vêm se consolidando como ferramentas complementares na rotina das equipes assistenciais, auxiliando no acompanhamento dos pacientes, na consulta de informações clínicas e na manutenção do contato com profissionais após a alta hospitalar.
Segundo Andréa Rangel, diretora de Healthcare, Novos Negócios e Marketing da Hexa IT, esses dispositivos não substituem equipamentos médicos certificados, especialmente em áreas críticas, mas ampliam a mobilidade das equipes e fortalecem a continuidade do cuidado.
Monitoramento ampliado com wearables
Os dispositivos vestíveis voltados à saúde evoluíram para além do monitoramento básico de atividade física. Alguns modelos disponíveis no mercado incorporam tecnologias que permitem medições periódicas da pressão arterial por meio de pulseiras infláveis integradas, além de acompanhar frequência cardíaca, saturação de oxigênio (SpO8), temperatura da pele, qualidade do sono e níveis de estresse.
Essas funcionalidades são úteis para o acompanhamento de pacientes hipertensos durante a internação, na recuperação pós-operatória, em programas de reabilitação cardiovascular e na gestão de doenças crônicas. Além disso, os dados coletados podem ser compartilhados com equipes de saúde, possibilitando o monitoramento remoto da evolução clínica e facilitando intervenções quando necessário.
Essa continuidade do cuidado após a alta hospitalar permite identificar alterações relevantes à distância, contribuindo para a prevenção de complicações e redução de reinternações. A expectativa é que futuras gerações desses dispositivos tragam sensores mais precisos, recursos baseados em inteligência artificial e maior integração com plataformas hospitalares.
Tablets facilitam o acesso ao prontuário no leito
Dentro do hospital, o uso de tablets tem transformado a rotina das equipes assistenciais. Esses dispositivos permitem que médicos e enfermeiros consultem prontuários eletrônicos, exames laboratoriais e de imagem, prescrições médicas e histórico clínico diretamente à beira do leito, eliminando a necessidade de deslocamentos até estações de trabalho.
Durante as visitas clínicas, é possível registrar sinais vitais, documentar avaliações de enfermagem, acompanhar escalas de dor, controlar balanços hídricos e atualizar a evolução do paciente em tempo real, reduzindo o uso de papel e aumentando a disponibilidade das informações para toda a equipe.
Quando integrados a sistemas de identificação por código de barras, os tablets auxiliam na conferência da identidade do paciente, da medicação prescrita, da dosagem, da via de administração e do horário correto, contribuindo para a segurança assistencial. Além disso, facilitam consultas por telemedicina, discussões multidisciplinares e a comunicação com especialistas que atuam remotamente.
Integração e segurança são essenciais
Para que essas soluções gerem valor na prática clínica, é fundamental a integração com os sistemas de informação hospitalares, como prontuários eletrônicos e plataformas de monitoramento. Padrões de interoperabilidade amplamente utilizados, como HL7, FHIR, APIs e conexões sem fio seguras, permitem que as informações coletadas pelos dispositivos sejam incorporadas ao histórico do paciente, favorecendo decisões clínicas baseadas em dados e reduzindo a fragmentação das informações.
O avanço dessas tecnologias exige atenção à conformidade regulatória, segurança cibernética, proteção de dados e capacitação das equipes para o uso adequado das ferramentas. Assim, wearables e tablets reforçam uma assistência mais conectada, contínua e personalizada, sem substituir o olhar e a decisão dos profissionais de saúde.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



