Perda auditiva: sinais vão além de não escutar bem

Reportagem do Globo Repórter destacou relações entre audição, equilíbrio, envelhecimento e saúde cerebral, além dos riscos dos fones em volume alto.

A perda auditiva nem sempre começa com a sensação de que os sons desapareceram. Dificuldade para acompanhar conversas em ambientes barulhentos, cansaço após falar com outras pessoas e problemas de concentração podem ser os primeiros sinais. Esse alerta foi destaque na edição do Globo Repórter exibida em 14 de agosto, que dedicou o programa à relação entre audição e saúde.

A reportagem mostrou que ouvir bem está ligado a diferentes aspectos da vida cotidiana — do equilíbrio corporal à comunicação e à participação social. Também apresentou histórias de pessoas que recuperaram parte da capacidade auditiva com o auxílio de aparelhos e retomaram atividades que haviam sido deixadas de lado.

Fones de ouvido exigem atenção

Um dos pontos abordados foi o uso prolongado de fones em volume elevado, hábito comum entre jovens adultos. Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde citada no material, cerca de 1 bilhão de pessoas entre 12 e 35 anos estão sob risco de desenvolver problemas auditivos evitáveis por causa da exposição contínua a sons muito altos.

O impacto tende a ser cumulativo e silencioso. Por isso, medidas simples fazem parte da prevenção, como controlar o volume e fazer pausas durante o uso dos fones. A recomendação é especialmente importante quando o dispositivo é utilizado por várias horas ao longo do dia.

Audição, cérebro e equilíbrio

O programa também destacou pesquisas que associam a perda auditiva não tratada ao declínio cognitivo. Uma das explicações apresentadas é que, quando o cérebro precisa se esforçar constantemente para compreender sons e conversas, pode haver menos energia disponível para outras funções.

Outro aspecto menos conhecido é a relação com o equilíbrio. Estruturas do ouvido interno participam do sistema responsável pela estabilidade e pela percepção espacial do corpo. Por isso, alterações auditivas não tratadas podem estar associadas a um risco maior de quedas, principalmente entre pessoas mais velhas.

Tecnologia mudou os aparelhos auditivos

De acordo com Gisele Munhoes dos Santos, fonoaudióloga e diretora de Marketing e Produtos Latam da WS Audiology, a tecnologia atual tornou os aparelhos auditivos mais conectados, discretos e capazes de oferecer recursos além da amplificação sonora. A especialista afirma que esses dispositivos podem contribuir para autonomia, comunicação e bem-estar.

O episódio ainda apresentou novas perspectivas científicas para o tratamento da surdez. Diante de sinais como dificuldade frequente para entender falas, necessidade de aumentar o volume da televisão ou cansaço em conversas, a orientação destacada é buscar uma avaliação especializada, sem esperar que o problema avance.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 75 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar