Nova regra do CFM destaca infraestrutura de dados na IA para saúde
Resolução que entra em vigor em 26 de agosto reforça transparência e supervisão nas decisões médicas
A partir de 26 de agosto, a Resolução CFM nº 2.454/2026 passa a orientar o uso da Inteligência Artificial (IA) na atividade médica, trazendo um novo olhar para o debate sobre essa tecnologia na saúde. Mais do que focar apenas nos algoritmos, a norma destaca a importância da infraestrutura tecnológica que sustenta as soluções de IA, ressaltando que a qualidade dos dados e a integração dos sistemas são fundamentais para garantir segurança, transparência e conformidade.
Infraestrutura de dados: o novo desafio
Embora a IA tenha avançado rapidamente no setor de saúde, sua efetividade depende diretamente da forma como os dados são registrados, compartilhados e governados. Dados fragmentados, sistemas incompatíveis e informações inconsistentes comprometem não só o desempenho das ferramentas, mas também a aderência às exigências da nova regulamentação.
Para que decisões médicas apoiadas por IA sejam compreensíveis e auditáveis, é essencial que haja rastreabilidade e supervisão humana, o que só é possível com uma infraestrutura de dados confiável e integrada. “Durante muito tempo, o debate sobre Inteligência Artificial esteve concentrado na evolução dos algoritmos. A entrada em vigor da resolução mostra que essa discussão amadureceu. O verdadeiro desafio passa a ser garantir que essas soluções operem sobre uma base de dados confiável, integrada e capaz de assegurar rastreabilidade, transparência e segurança em todo o processo decisório”, afirma Solange Plebani, CEO da Bionexo Tasy.
Impactos para instituições de saúde
Com a nova regra, hospitais e demais instituições precisam investir não apenas em tecnologias de IA, mas também em infraestrutura que permita a integração entre sistemas, governança dos dados, compartilhamento seguro das informações e mecanismos que assegurem a conformidade regulatória.
- Integração entre diferentes sistemas;
- Governança e organização dos dados;
- Compartilhamento seguro de informações;
- Rastreabilidade das decisões apoiadas por IA;
- Supervisão humana e responsabilidade profissional.
Esses aspectos são essenciais para que as decisões médicas baseadas em IA sejam transparentes e confiáveis, beneficiando tanto os profissionais quanto os pacientes.
“A qualidade da Inteligência Artificial será diretamente proporcional à qualidade da infraestrutura que a sustenta. Sem interoperabilidade, governança e dados estruturados, torna-se muito mais difícil atender aos princípios de transparência, supervisão e responsabilidade previstos pela nova regulamentação”, reforça Solange Plebani.
Além da tecnologia: um novo paradigma
A regulamentação chega em um momento em que os investimentos em IA na saúde estão crescendo para apoiar atividades clínicas, administrativas e operacionais. O desafio agora é construir uma base tecnológica robusta que permita o uso seguro, ético e eficiente dessas soluções.
Para os usuários dos serviços de saúde, essa mudança reforça a importância de acompanhar não apenas as inovações tecnológicas, mas também as normas que regulam seu uso, garantindo maior transparência e confiança no atendimento.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



