Coração acelerado em repouso: quando se preocupar?
Palpitações no sofá ou antes de dormir podem indicar estresse, hábitos ou doenças e merecem atenção médica.
Sentir o coração acelerar após esforço físico ou susto é uma resposta natural do organismo. No entanto, quando essa aceleração ocorre em repouso, como ao estar sentado no sofá ou deitado para dormir, pode indicar um problema que merece atenção.
De acordo com o cardiologista Ricardo Ferreira Silva, a taquicardia é definida como frequência cardíaca em repouso superior a 100 batimentos por minuto. Embora possa ser temporária e relacionada a fatores do cotidiano, também pode sinalizar condições que exigem investigação médica.
Estresse, hábitos e qualidade do sono influenciam o ritmo cardíaco
O estresse crônico e os transtornos de ansiedade mantêm o corpo em estado constante de alerta, elevando os níveis de adrenalina e cortisol, hormônios que aceleram o coração. Além disso, hábitos como consumo excessivo de cafeína, bebidas energéticas, suplementos termogênicos, álcool, desidratação e sono inadequado podem contribuir para a taquicardia.
É importante considerar o contexto e a frequência das palpitações para avaliar sua relevância clínica.
Causas metabólicas e cardíacas também podem estar envolvidas
Alterações metabólicas, como o hipertireoidismo, que provoca produção excessiva de hormônios tireoidianos, podem acelerar o ritmo cardíaco. A anemia, ao reduzir a quantidade de glóbulos vermelhos, faz o coração trabalhar mais para garantir a oxigenação dos órgãos. Infecções com febre também podem causar aumento temporário dos batimentos.
Doenças cardíacas, como arritmias — falhas no sistema elétrico do coração — insuficiência cardíaca e sequelas de infarto, podem desorganizar o ritmo e exigir que o coração acelere para compensar a perda de eficiência.
Quando buscar atendimento de emergência
Se a palpitação em repouso vier acompanhada de dor ou aperto no peito, falta de ar sem causa aparente, tontura, visão turva ou desmaio, é fundamental procurar atendimento médico imediato.
Mesmo na ausência desses sintomas, episódios frequentes devem ser avaliados por um cardiologista. Exames como eletrocardiograma, monitoramento Holter 24 horas e análises laboratoriais ajudam a identificar a causa e orientar o tratamento adequado.
Observar o momento em que a taquicardia ocorre, sua duração e sintomas associados é essencial para o diagnóstico correto.
O coração envia sinais constantemente; reconhecer e investigar alterações no ritmo cardíaco é fundamental para preservar a saúde e a longevidade.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



