Aos 83, ex-zagueiro que jogou com Pelé treina o cérebro
Eduardo Albuquerque, que passou por clubes brasileiros e pela Seleção, mantém atividades cognitivas para estimular memória e convívio social.
Jogar ao lado de Pelé faz parte da história de Eduardo Albuquerque, mas não é o único capítulo que ele continua construindo. Aos 83 anos, o ex-zagueiro mantém atividades de estimulação cognitiva na rotina e encontrou nelas uma forma de trabalhar memória, atenção e raciocínio — além de preservar o convívio com amigos e familiares.
Com passagens por Corinthians, São Paulo e Seleção Brasileira, Eduardo viveu uma carreira marcada pela disciplina e pela pressão típica do esporte de alto rendimento. Formado em Economia, também seguiu uma trajetória profissional depois dos gramados. Hoje, morador de Santana do Parnaíba (SP), ele relaciona o cuidado com a mente à busca por mais autonomia e qualidade de vida durante o envelhecimento.
Atividades ajudam a retomar lembranças
Segundo o ex-jogador, a mudança aparece em situações simples, como lembrar nomes e detalhes de pessoas conhecidas. Para ele, as atividades funcionam como um treino para acessar informações que continuam armazenadas, mas podem ficar menos disponíveis com o passar dos anos.
“Eu sinto a diferença. Com o passar do tempo, a gente vai tendo lembranças, mas nem sempre consegue acessar com facilidade. Parece que estava tudo armazenado. Quando eu faço as atividades, é como se aprendesse a buscar essas informações de novo. Isso melhora a memória, a qualidade de vida e até a interação com amigos e familiares”, revela Eduardo.
A estimulação cognitiva reúne exercícios estruturados que podem trabalhar habilidades como memória, atenção e funções executivas. A proposta não se limita ao desempenho individual: no caso de Eduardo, a prática também ampliou as oportunidades de convivência e ajudou a manter ativo seu círculo de amizades.
O que dizem as pesquisas sobre o treino mental
Um estudo brasileiro citado no material relaciona a prática desportiva à estimulação cognitiva e aponta resultados promissores, especialmente entre pessoas idosas. A combinação pode tornar as atividades mais variadas e envolventes, usando recursos como jogos, desafios e dinâmicas em grupo.
“Exercícios cognitivos estruturados — incluindo jogos interativos — treinam habilidades como memória, atenção e funções executivas. Quando praticados de forma consistente, esses ganhos tendem a se transferir para tarefas do cotidiano, como lembrar nomes ou organizar uma rotina”, diz a neurocientista Livia Ciacci.
A experiência de Eduardo mostra que manter a mente ativa pode fazer parte de uma rotina de envelhecimento com movimento, estímulos e relações sociais. Mais do que olhar para a idade como um limite, ele segue tratando o aprendizado e a convivência como atividades que merecem espaço no dia a dia.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



