Imóvel em Curitiba: o que pesa na decisão de compra
Com metro quadrado mais caro, compradores de Curitiba avaliam localização, planta, qualidade construtiva e potencial de valorização.
Comprar um imóvel em Curitiba deixou de ser uma decisão baseada apenas em metragem, número de quartos ou preço do metro quadrado. Com o aumento dos valores, o comprador passou a considerar o conjunto completo da escolha: a planta, o que existe no entorno e se o imóvel continuará fazendo sentido nos próximos anos.
De acordo com dados da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (ADEMI-PR), a capital movimentou cerca de R$ 7,4 bilhões em vendas de apartamentos novos em 2025, com aproximadamente 10,2 mil unidades comercializadas. No mesmo período, os lançamentos recuaram 19%, indicando uma acomodação da oferta.
O cenário também revela uma oferta mais compacta. Em 2025, 45% dos empreendimentos lançados em Curitiba eram estúdios ou apartamentos de um dormitório. A cidade registrou a menor área média dos apartamentos da série histórica, enquanto o preço médio do metro quadrado alcançou R$ 15,1 mil.
Localização vai além do endereço
Com o aumento do preço do imóvel, a escolha da região ganhou ainda mais importância. Comércio, escolas, hospitais, restaurantes, mobilidade e opções de lazer passaram a ser fatores avaliados por quem compra para morar e também por quem busca renda com aluguel.
O entorno influencia a rotina, a liquidez e a possibilidade de preservação do valor do imóvel. Para Diogo Linhares Camargo, diretor da Incorporadora e Construtora Porto Camargo, o comprador está mais atento ao que permanece relevante ao longo do tempo.
“O comprador está mais atento àquilo que vai permanecer relevante ao longo do tempo. Não se trata apenas de comprar um imóvel bonito ou bem localizado, mas de fazer uma escolha que preserve valor, ofereça qualidade de vida e tenha potencial de valorização”, afirma.
Planta eficiente pesa na decisão
A metragem continua importante, mas já não explica sozinha a qualidade de um apartamento. Circulação, iluminação natural, ventilação, armazenamento e integração entre os ambientes fazem diferença na experiência diária — especialmente em unidades menores.
Também ganharam espaço na análise itens como padrão de acabamento, tecnologia, sustentabilidade, arquitetura e reputação da incorporadora. Na prática, a pergunta deixou de ser apenas “quantos metros quadrados?” e passou a incluir “o que esses metros entregam?”.
Qualidade de vida também entra na conta
Espaços verdes, áreas de convivência e facilidade para resolver tarefas a pé aparecem como atributos cada vez mais valorizados. Um exemplo citado no material é o Montez, empreendimento da Porto Camargo com 30 unidades, bosque nativo e certificação internacional Fitwel.
A pesquisa nacional de intenção de compra da Brain, citada pela ADEMI-PR, aponta que metade dos brasileiros entrevistados declarou intenção de comprar um imóvel nos dois anos seguintes. Em Curitiba, porém, o preço elevado e a menor oferta para faixas de renda mais baixas podem dificultar a transformação desse interesse em negócio.
Para quem consegue avançar na compra, o movimento é de mais pesquisa, comparação e atenção ao valor entregue. Em um mercado seletivo, o imóvel precisa conversar não só com o orçamento, mas também com a rotina e os planos de futuro de quem vai morar ou investir.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



