Flacidez após emagrecimento rápido: quando buscar ajuda médica
Especialistas explicam que a velocidade da perda de peso, e não o medicamento, é o principal fator para a flacidez da pele
Emagrecer rapidamente pode trazer benefícios para a saúde e autoestima, mas também pode resultar em um efeito colateral pouco discutido: a flacidez da pele. Áreas como abdômen, braços, coxas e até o rosto podem apresentar pele sobrando após uma perda de peso acelerada.
Apesar da associação frequente com medicamentos como Ozempic e Mounjaro, a flacidez não é causada diretamente por esses remédios. O principal fator é a velocidade do emagrecimento. A pele, que esteve esticada por meses ou anos devido ao excesso de peso, pode não conseguir se retrair no mesmo ritmo da redução corporal, resultando no aspecto de pele solta.
Por que a pele fica flácida?
O grau de flacidez varia entre as pessoas, influenciado por fatores como idade, genética, tempo de exposição ao peso anterior e elasticidade natural da pele. Por isso, duas pessoas que perdem a mesma quantidade de peso podem apresentar resultados diferentes.
“É um efeito natural do corpo, não um problema com o tratamento. A pele reage à velocidade da mudança, e cada organismo responde de um jeito”, explica a médica cirurgiã plástica Dra. Vanessa Gaissler, CRM/RS 29880 e RQE 25448.
Brasil lidera em cirurgias plásticas relacionadas
O aumento da flacidez após emagrecimento rápido tem impulsionado a busca por cirurgias plásticas no Brasil. Segundo levantamento da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), foram realizados 38 milhões de procedimentos estéticos no mundo em 2024, com o Brasil ocupando a primeira posição, com quase 2,4 milhões de intervenções.
Entre os procedimentos associados à perda rápida de peso, houve aumento de 3% nas cirurgias de glúteos e coxas, 2% nas intervenções nos braços e 1% nas abdominoplastias.
Quando buscar tratamento?
Especialistas recomendam paciência antes de considerar qualquer procedimento. É indicado aguardar a estabilização do peso, geralmente entre quatro a seis meses, período em que o corpo pode continuar a se ajustar naturalmente.
Se a flacidez persistir, a avaliação individual determinará o melhor caminho. Casos leves podem ser tratados com métodos não cirúrgicos, como bioestimuladores de colágeno, enquanto casos mais graves podem requerer cirurgias como abdominoplastia ou braquioplastia.
“O mais importante é o paciente entender que existe um tempo certo para avaliar se será necessária alguma intervenção, e que essa decisão deve vir sempre de uma consulta com um profissional qualificado”, reforça Dra. Vanessa Gaissler.
Mais do que uma questão estética, o cuidado após o emagrecimento envolve saúde física e emocional. Informação confiável e acompanhamento profissional são essenciais para compreender as mudanças do corpo sem alarmismo.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



