Como a influência digital transformou os concursos de beleza
No Miss Universe São Paulo 2027, candidatas chegam com audiência e narrativa próprias, ampliando seu valor antes da coroa
A coroa já não é mais o ponto inicial da influência para candidatas a concursos de beleza. No Miss Universe São Paulo 2027, realizado em 13 de agosto de 2026, as participantes chegaram à disputa com audiências consolidadas, narrativas próprias e comunidades formadas nas redes sociais, evidenciando uma transformação no valor e na visibilidade dessas mulheres antes mesmo da conquista da faixa.
Larissa Galvão, representante de Atibaia, conquistou a coroa e a vaga para representar São Paulo no Miss Universe Brasil 2027. Bella Soledade, de São Caetano do Sul, ficou em segundo lugar, enquanto Amanda Girotto, de Santana de Parnaíba, completou o Top 3.
Beleza e comunicação: uma nova equação
Embora a aparência continue sendo um aspecto importante na competição, ela deixou de ser o único fator para o destaque das candidatas. Comunicação, postura, segurança, história pessoal e capacidade de gerar identificação ganharam relevância, especialmente no ambiente digital.
Will Costa, CMO da WCA Partners e especialista em marketing de influência, destaca: “Quando você reúne dezenas de mulheres que já chegam com alto nível de preparação e apresentação, a beleza deixa de ser suficiente para explicar quem consegue se destacar. Entram comunicação, segurança, postura, história e capacidade de representar. A beleza coloca a candidata na competição. A presença é o que começa a diferenciá-la.”
Plataformas como Instagram e TikTok permitem que as candidatas compartilhem sua preparação, bastidores e opiniões, estabelecendo uma conexão direta com o público. Assim, a passarela permanece uma vitrine, mas não é mais o ponto de partida da visibilidade.
Audiência e influência: distinções importantes
O crescimento do marketing de influência ajuda a explicar essa mudança. Segundo o Creator Economy Ad Spend & Strategy Report, do Interactive Advertising Bureau (IAB), o investimento publicitário em creators nos Estados Unidos atingiu US$ 37 bilhões em 2025 e deve chegar a US$ 44 bilhões em 2026. Além disso, 48% dos compradores de mídia consideram os creators um canal essencial de investimento.
Para Costa, o número de seguidores não deve ser o único critério para medir influência. “Seria uma simplificação perigosa trocar um padrão por outro. Antes, olhar apenas para a estética; agora, olhar para o tamanho da audiência. Existem perfis enormes que mobilizam pouco e comunidades menores com altíssima capacidade de influência.”
Credibilidade, contexto, aderência e capacidade de mobilização são fatores decisivos. Por isso, candidatas que não conquistam o primeiro lugar podem sair do concurso com posicionamento e oportunidades profissionais ampliados.
O impacto para as finalistas
Quando uma candidata já chega com uma comunidade formada, a coroa potencializa uma relevância que já existia antes da competição. A exposição do concurso soma-se à voz construída nos próprios canais, prolongando a presença da participante após a final.
“Antes, a Miss ganhava a coroa para depois conquistar influência. Hoje, a influência pode começar muito antes dela”, conclui Costa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA


