Cirurgia íntima após o parto: quando há indicação funcional
Lacerações no parto podem causar dor, cicatrizes e desconforto; avaliação médica é essencial para tratamentos reconstrutivos
Nem toda cirurgia íntima feminina é motivada por questões estéticas. Muitas mulheres procuram procedimentos após o parto vaginal para corrigir alterações provocadas por lacerações perineais, que podem causar dor, desconforto e impactos na vida sexual.
Essas lacerações ocorrem espontaneamente durante o nascimento do bebê, sendo mais comuns no primeiro parto vaginal. Embora muitas cicatrizem sem causar problemas, algumas mulheres ficam com alterações anatômicas, cicatrizes, assimetrias ou excesso de tecido que interferem no dia a dia.
Quais sinais podem surgir após o parto?
Entre os sintomas relatados estão sensibilidade aumentada, incômodo ao usar roupas específicas, atrito durante atividades físicas e desconforto nas relações sexuais. A ausência de episiotomia — incisão feita no períneo em situações específicas — não impede que ocorram lacerações espontâneas, que variam conforme o parto e a cicatrização individual.
A ginecologista Mirelle Ossipi Ruivo, especialista em Medicina Estética e Regenerativa, destaca: “Cada parto é único e cada organismo cicatriza de uma maneira. O mais importante é que a mulher saiba que, se depois do parto permanecer alguma alteração que provoque desconforto físico ou funcional, ela não precisa simplesmente conviver com isso. É possível avaliar o que aconteceu e verificar se existe indicação de tratamento.”
Ninfoplastia: mais que estética
A ninfoplastia, cirurgia nos pequenos lábios, é frequentemente associada a motivos estéticos, mas também pode ser indicada para casos em que alterações anatômicas causam dor, atrito, dificuldade em atividades físicas ou desconforto sexual.
Em situações relacionadas a traumas obstétricos, outros procedimentos reconstrutivos podem ser recomendados, dependendo da região afetada e das consequências da laceração. A decisão deve considerar os sintomas e o impacto na rotina da paciente, não um padrão estético único.
“Não existe uma anatomia íntima que todas as mulheres devam ter. A indicação de uma cirurgia nunca deve partir de um padrão estético”, reforça Mirelle. A avaliação individualizada é fundamental para atender às necessidades específicas de cada mulher.
Quando buscar ajuda médica?
Dor persistente, desconforto, atrito ou alterações que interferem na rotina após o parto merecem avaliação ginecológica. Nem toda alteração exige cirurgia, e o acompanhamento médico é essencial para identificar a causa e as opções de tratamento.
Além disso, falar abertamente sobre saúde íntima ajuda a reduzir o constrangimento que muitas mulheres sentem, facilitando o diagnóstico e o cuidado adequado. Cuidar da saúde íntima é cuidar da qualidade de vida.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



