Artrose aos 40: sinais, riscos e tratamentos para mulheres

Dor, rigidez e perda de mobilidade podem surgir antes dos 50; entenda os fatores de risco e a importância do diagnóstico precoce

A artrose, frequentemente associada ao envelhecimento, tem sido diagnosticada cada vez mais cedo, inclusive em mulheres na faixa dos 40 anos. Essa condição, que afeta cerca de 528 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), apresenta maior incidência entre mulheres, que representam 60% dos casos.

Os fatores que explicam essa maior frequência incluem alterações hormonais, especialmente durante o climatério e a menopausa, quando a redução dos níveis de estrogênio pode comprometer a manutenção da cartilagem e favorecer processos inflamatórios, acelerando o desgaste das articulações. Além disso, a perda de massa muscular comum nessa fase reduz a proteção natural das articulações, tornando-as mais vulneráveis ao desgaste.

O excesso de peso e a obesidade também contribuem para o desenvolvimento da artrose, não apenas pelo aumento da sobrecarga mecânica nas articulações, mas também pela produção de substâncias inflamatórias pelo tecido adiposo, que podem afetar até mesmo articulações que não suportam peso, como as das mãos. Outros fatores associados incluem predisposição genética, sedentarismo, diabetes e lesões acumuladas ao longo da vida.

Sintomas que merecem atenção

Os sinais iniciais da artrose incluem dor persistente nas articulações, rigidez especialmente ao acordar ou após períodos prolongados de repouso, sensação de travamento, estalos frequentes e redução gradual da mobilidade. Dificuldades para subir escadas, agachar, caminhar longas distâncias ou praticar exercícios também podem indicar a presença da doença.

É importante não atribuir esses sintomas apenas ao cansaço, rotina ou idade, pois o atraso na busca por avaliação médica pode permitir a progressão silenciosa da artrose.

Diagnóstico e prevenção

O diagnóstico da artrose envolve avaliação clínica detalhada, exame físico e exames de imagem, como radiografias que identificam estreitamento do espaço articular e osteófitos, conhecidos popularmente como “bicos de papagaio”. Em casos específicos, a ressonância magnética pode ser utilizada para avaliar melhor as estruturas articulares. Exames laboratoriais podem ser solicitados para descartar outras doenças inflamatórias articulares.

Manter o peso corporal adequado, praticar exercícios de fortalecimento muscular, evitar o sedentarismo e tratar lesões precocemente são medidas eficazes para prevenir ou retardar a progressão da artrose.

Avanços no tratamento

O tratamento da artrose inclui fisioterapia, fortalecimento muscular, reeducação do movimento, controle do peso e uso de medicamentos. Novas abordagens, como o uso de ortobiológicos — incluindo plasma rico em plaquetas (PRP) e fração rica em células mesenquimais e fatores de sinalização (SFV) — têm sido incorporadas para melhorar a dor e a função articular, especialmente em casos selecionados e com indicação individualizada.

O objetivo atual é preservar a articulação pelo maior tempo possível, promovendo autonomia e qualidade de vida. Reconhecer a artrose precocemente é fundamental para ampliar as possibilidades de controle dos sintomas e manutenção da mobilidade.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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