Alter do Chão: o que fazer na seca e na cheia
Praias, floresta alagada e vivências comunitárias mudam a viagem a Alter do Chão conforme o nível dos rios ao longo do ano.
Alter do Chão, distrito de Santarém (PA), é conhecido pelas praias de areia branca, mas a viagem para esse destino amazônico pode mudar bastante conforme a época do ano. Na margem direita do Rio Tapajós, o nível das águas define a paisagem — e também os passeios disponíveis para quem quer ir além do descanso à beira-rio.
Seca revela praias e amplia trilhas
Entre agosto e dezembro, durante a temporada seca, a baixa dos rios revela as praias fluviais de areia branca. O período também favorece trilhas em terra firme e passeios de barco, criando uma combinação de banho de rio, contemplação da floresta e exploração do território.
Já entre janeiro e julho, na temporada de cheia, boa parte das praias fica encoberta. Em compensação, a floresta alagada passa a integrar os roteiros, com navegação por igarapés e igapós — áreas de mata que ficam submersas durante o período de alta das águas.
Vivências conectam viajantes e comunidades
Entre as atividades citadas para os meses de cheia estão a visita a uma samaúma gigante com mais de mil anos, banhos em igarapés, canoagem na Floresta Encantada, observação de aves e da fauna, além de passeios pelo Canal do Jari e pelo Encontro das Águas, onde há possibilidade de avistar botos.
A cultura local também aparece em experiências como oficinas de artesanato, biojoias, ervas medicinais, seringa e borracha. Na farinhada, os visitantes acompanham o processo tradicional de produção da farinha de mandioca. Já o Pirarimbó combina uma vivência de carimbó com a piracaia, forma ancestral de assar peixe na brasa à beira do rio.
Na comunidade de Maguari, Dona Nira conduz oficinas de artesanato, compartilha conhecimentos sobre ervas e prepara um jantar com pratos típicos para os visitantes. “É muito satisfatório para a gente contar e relatar as histórias lindas da nossa comunidade para os viajantes”, afirma.
Turismo sustentável movimenta a economia local
Desde 2018, a Vivalá atua em Alter do Chão em parceria com comunidades como Maguari e Jamaraquá, com expedições, capacitações e apoio a pequenos negócios. Segundo a empresa, o número de viajantes no destino cresceu 50% entre 2023 e 2025.
Dados do Relatório de Impacto 2025 apontam que 13 operações realizadas no ano reuniram 174 viajantes e movimentaram mais de R$ 149 mil na economia local. A operação envolveu diretamente 116 comunitários e seus familiares, enquanto a área apoiada em ações de conservação chegou a 19.388,18 hectares.
Para quem planeja conhecer a região, o principal aprendizado é simples: Alter do Chão não é um destino único o ano inteiro. A paisagem muda, os roteiros se transformam e as comunidades ajudam a revelar uma Amazônia feita de natureza, memória e modos de vida que continuam vivos.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



