Saúde cognitiva ganha destaque no debate sobre carreira após os 50

MaturiFest 2026 abordou memória, aprendizagem e adaptação para uma vida profissional mais longa

Com o aumento da longevidade, a forma como a sociedade se prepara para o futuro profissional também está mudando. No MaturiFest 2026, realizado entre os dias 13 e 15 de agosto em São Paulo, especialistas, empresas e pessoas com mais de 50 anos discutiram temas relacionados a trabalho, empreendedorismo, carreira e envelhecimento ativo, com destaque para a saúde cognitiva.

Além das questões financeiras e profissionais, o debate ampliou-se para aspectos como autonomia, aprendizagem e capacidade de adaptação, essenciais para quem deseja permanecer ativo no mercado de trabalho por mais tempo. A saúde cognitiva, que envolve funções como atenção, memória, concentração e raciocínio, foi apresentada como uma abordagem preventiva fundamental para uma vida mais longa e ativa.

Saúde cognitiva e carreira prolongada

Manter uma trajetória profissional estendida requer mais do que atualização técnica. É necessário desenvolver habilidades cognitivas que permitam aprender continuamente, lidar com mudanças e resolver problemas complexos. Nesse contexto, a estimulação cognitiva surge como uma prática que pode ser incorporada à rotina para fortalecer essas capacidades.

Exercícios que desafiam o cérebro por meio de novidades e aprendizados ajudam a estimular funções executivas e a manter a mente ativa. Luiz Moraes, diretor de Relações Institucionais do Supera – empresa especializada em estimulação cognitiva –, ressaltou a importância desse cuidado: “O aumento da longevidade traz uma perspectiva importante: não se trata apenas de quantos anos vamos viver, mas com que autonomia, capacidade de aprender e disposição para participar da sociedade queremos viver esses anos. O cuidado com a saúde cerebral precisa entrar nessa conversa de forma preventiva e ao longo de toda a vida.”

Reinvenção profissional após os 50

O painel “Carreira e Longevidade” reuniu a atriz e embaixadora do Supera, Beth Goulart, e a ex-jogadora de basquete Hortência para discutir os desafios e oportunidades de uma carreira mais longa. A conversa abordou a reinvenção profissional, novos projetos e o valor da experiência acumulada ao longo dos anos.

Para Beth Goulart, a longevidade representa uma chance de ampliar a visão de mundo e continuar aprendendo: “Precisamos tirar o medo do tempo. O tempo vem a nosso favor, ele aprimora as nossas qualidades, a nossa visão de mundo, a nossa compreensão de quem somos, então, a nossa capacidade de trazer o melhor para o mundo se amplia também.”

Da teoria à prática: estimulando o cérebro

Durante o festival, o Supera promoveu a oficina “Como treinar o cérebro te faz viver mais e melhor”, na qual os participantes experimentaram recursos da metodologia da rede, como o ábaco (soroban), jogos e exercícios cognitivos. A iniciativa teve como objetivo mostrar que o estímulo mental pode ser incorporado à rotina em diferentes fases da vida.

O conceito de neuroplasticidade, que é a capacidade do cérebro de se adaptar e modificar suas conexões em resposta a novas experiências e aprendizados, fundamenta a importância de continuar exercitando a mente ao longo da vida.

Luiz Moraes reforçou a necessidade de uma cultura preventiva: “A prevenção não deve começar quando surge um problema. Assim como cuidamos do corpo ao longo da vida, também podemos criar uma cultura de cuidado com o cérebro, incorporando aprendizagem e estímulos cognitivos à rotina.”

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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