IA transforma comunicação, mas vagas continuam em alta

Pesquisa revela demanda por profissionais criativos, críticos e adaptáveis à tecnologia

A inteligência artificial (IA) tem alterado significativamente a rotina dos profissionais de comunicação, mas não eliminou as oportunidades na área. O que mudou é o perfil buscado pelas empresas, que valorizam profissionais capazes de combinar domínio tecnológico, criatividade, pensamento crítico e responsabilidade ética na produção de conteúdo.

Segundo um levantamento da consultoria Robert Half, 75% das empresas brasileiras consideram a capacidade de adaptação às novas tecnologias a competência mais importante para a empregabilidade. Em seguida, aparecem o pensamento crítico (44%), a interpretação de dados (39%) e a criatividade para resolver problemas complexos (34%).

Desafio está na qualificação dos profissionais

Apesar da demanda, 78% das organizações relatam dificuldades para encontrar profissionais qualificados, indicando que o desafio do mercado não é a falta de vagas, mas a escassez de talentos preparados para as novas exigências.

As perspectivas para contratações são positivas: conforme o Guia Salarial da Robert Half, 44% das empresas planejam ampliar o quadro de funcionários permanentes, enquanto 32% pretendem aumentar as contratações temporárias, especialmente nas áreas de marketing, comunicação e relacionamento com clientes.

O Padre Prof. Dr. José Erivaldo Dantas, diretor da Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação (FAPCOM), destaca que a IA acelerou processos, mas não substitui a capacidade humana de interpretar contextos e tomar decisões estratégicas. “A comunicação vive um momento de profunda transformação. A Inteligência Artificial tornou alguns processos mais rápidos, mas também ampliou a necessidade de profissionais capazes de pensar estrategicamente, interpretar contextos, produzir conteúdos relevantes e atuar com responsabilidade ética. A tecnologia é uma ferramenta poderosa, mas o olhar humano continua indispensável”, afirma.

Competências valorizadas no mercado

Uma pesquisa internacional publicada na plataforma científica arXiv, que analisou mais de 1.400 anúncios de vagas para profissionais de mídias sociais, identificou a valorização de um perfil multidisciplinar. Além das competências tradicionais da comunicação, ganham destaque conhecimentos em marketing digital, análise e interpretação de dados, produção multimídia, resolução de problemas e adaptação a diferentes plataformas e canais.

Para o diretor da FAPCOM, essa transformação representa uma oportunidade para estudantes e profissionais que adotam uma postura de aprendizado contínuo. “As profissões da comunicação não estão desaparecendo; elas estão evoluindo”, ressalta.

O cenário favorece quem consegue unir conhecimento técnico, criatividade e atenção aos impactos sociais da comunicação. Em vez de competir com a tecnologia em tarefas automatizadas, o profissional ganha espaço ao assumir funções que exigem estratégia, leitura de contexto e conexão real com diferentes públicos.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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