Homens usando calcinha despertam curiosidade em mulheres
Pesquisa do Sexlog revela que 30% das mulheres têm vontade de experimentar a fantasia
A fantasia de homens usando calcinha ainda pode causar surpresa, mas está longe de ser um desejo isolado. Uma enquete realizada pelo Sexlog, maior rede social de sexo e swing do Brasil, aponta que 30% das mulheres consultadas têm vontade de experimentar a prática, enquanto 15% já viveram a experiência e gostaram.
O levantamento ouviu perfis femininos e masculinos da plataforma. Entre as mulheres, 1% afirmou ter tentado e não aprovado; os outros 55% disseram nunca ter pensado no assunto ou não demonstraram interesse.
O que pode despertar a curiosidade?
Mais do que a peça em si, a lingerie pode representar uma mudança nas expectativas sobre masculinidade. Para alguns casais, o visual aparece ligado à provocação, à inversão de papéis, à submissão consensual ou simplesmente ao prazer de experimentar algo diferente.
A percepção também pode mudar quando existe confiança para conversar sobre desejos sem julgamentos. Sheila*, de 49 anos, conta que descobriu a fantasia dentro do casamento, depois que o então marido revelou vontade de usar calcinha durante o sexo.
“Depois que entendemos que aquilo fazia parte de uma fantasia dele, tudo ficou mais natural. Hoje vejo como uma forma de brincadeira, provocação e intimidade. Funciona para mim”, relata.
Para Alice*, de 35 anos, a experiência também esteve relacionada a questionar ideias tradicionais sobre roupas e gênero. “Existe uma ideia muito forte de que determinadas roupas pertencem exclusivamente a homens ou mulheres. Quando você deixa isso de lado e olha apenas para o que desperta desejo entre duas pessoas, a experiência pode ser muito interessante”, afirma.
Homens também relatam interesse pela fantasia
Entre os perfis masculinos consultados, 17% disseram já ter usado lingerie feminina durante o sexo e gostado. Outros 10% afirmaram ter curiosidade, mas ainda não tiveram oportunidade. Apenas 1% experimentou e não aprovou, enquanto 71% nunca testaram nem demonstraram interesse.
Jhony*, de 64 anos, diz que o fetiche está presente em sua vida desde jovem. “Para mim sempre esteve ligado à curiosidade e à vontade de experimentar coisas novas. O mais importante é estar com alguém que respeite seus desejos e se sinta confortável com eles”, relata.
O conforto aparece como parte importante da experiência. Tecidos leves, bom caimento e modelos que agradem a quem usa podem fazer diferença. As preferências variam: há quem escolha peças discretas e quem prefira renda, fitas, brilhos ou cores como preto e vermelho.
Conversa e consentimento vêm primeiro
Como em qualquer fantasia sexual, a experiência precisa ser construída com diálogo e consentimento. Ninguém deve se sentir pressionado a participar, vestir uma peça ou aceitar uma dinâmica que não deseja. Para casais interessados em explorar a ideia, falar sobre limites, expectativas e conforto pode ser tão importante quanto escolher a lingerie.
*Nomes foram alterados para preservar a identidade dos entrevistados.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



