Reforma: 6 erros de medição que podem encarecer a obra
Da compra de pisos ao cálculo da tinta, pequenos erros de medição podem aumentar o desperdício e comprometer o orçamento da reforma.
Uma reforma pode sair mais cara não apenas por causa da escolha de revestimentos, louças ou acabamentos. Segundo alerta da Telhanorte, falhas na medição e no cálculo dos materiais podem provocar até 30% de custos extras, além de desperdício, fretes adicionais e paralisações na obra.
Antes de fechar a lista de compras, vale conferir seis pontos que costumam passar despercebidos — e que fazem diferença no orçamento e no resultado final.
1. Comprar piso considerando apenas a área do ambiente
A metragem do cômodo não é suficiente para definir a quantidade de piso. Os cortes feitos durante o assentamento geram perdas diferentes conforme o desenho escolhido.
- Assentamento reto: margem adicional de 10%;
- Paginação transpassada ou amarrada: 15%;
- Assentamento diagonal ou espinha de peixe: até 20%.
Quanto maior o número de recortes, especialmente nas quinas, maior tende a ser a sobra necessária.
2. Calcular tinta pela área do chão
Para estimar a tinta, é preciso considerar a área das paredes: some o perímetro do ambiente, multiplique pela altura e desconte portas e janelas. Depois, o resultado deve ser multiplicado pelo número de demãos, normalmente de duas a três, e dividido pelo rendimento por litro indicado pelo fabricante.
3. Descontar vãos da mesma forma em todos os serviços
Em pintura ou emboço bruto, portas e janelas podem ser descontadas para evitar a compra excessiva de produto. Já em pisos e revestimentos cerâmicos, esses vãos não devem ser abatidos integralmente, porque o entorno das esquadrias exige recortes que podem consumir peças inteiras.
4. Ignorar a altura final do piso e do teto
A altura medida antes da obra pode mudar após a instalação de contrapiso, argamassa e porcelanato, que elevam o nível do chão entre 3 cm e 5 cm. O rebaixamento de gesso também reduz o pé-direito. Sem considerar essas alterações, portas, boxes e móveis planejados podem não se encaixar corretamente.
5. Não guardar peças para futuras reposições
Revestimentos cerâmicos podem apresentar diferenças de tonalidade e calibre entre lotes. Por isso, comprar apenas a quantidade exata dificulta reparos posteriores. A recomendação apresentada pela Telhanorte é reservar de 5% a 10% do lote original.
6. Medir sem pensar na circulação
As medidas precisam incluir o espaço necessário para a abertura de portas, janelas e gavetas. Bancadas, louças sanitárias e boxes também devem respeitar uma distância livre mínima de 60 cm para permitir a circulação e o funcionamento adequado do ambiente.
Com esses cuidados, a lista de materiais fica mais próxima da necessidade real da obra — e o planejamento ganha uma chance maior de evitar desperdícios e imprevistos.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



