Como médicas equilibram clínica e gestão: o caso de Haila Almeida
A cirurgiã vascular criou protocolos próprios e integrou serviços para garantir sustentabilidade ao Instituto Alphaveins
Conciliar o cuidado com pacientes e as decisões de uma empresa é um dos grandes desafios para médicas que abrem a própria clínica. Além da rotina de consultas e procedimentos, elas precisam acompanhar custos, equipe, fluxo de caixa, tecnologia e conformidade legal — funções que nem sempre fazem parte da formação médica.
Essa realidade é especialmente complexa em áreas que dependem de equipamentos e protocolos precisos, como a medicina vascular. Dados do Sebrae indicam que negócios liderados por mulheres geram, em média, uma renda 21% menor, refletindo desafios adicionais e recursos limitados para investimento inicial. Essa pressão pode aumentar para médicas que precisam equilibrar atendimento clínico e gestão financeira.
O desafio de não depender apenas do volume
Quando a estrutura da clínica exige altos investimentos, uma saída comum é ampliar o número de atendimentos. Porém, isso pode elevar a carga de trabalho, reduzir o tempo dedicado a cada paciente e levar ao esgotamento da médica.
A cirurgiã vascular Dra. Haila Almeida propõe integrar a prática clínica à gestão. À frente do Instituto Alphaveins, em Alphaville (SP), ela desenvolveu protocolos próprios para tratamentos de varizes, lipedema e outras condições vasculares.
“Essa padronização permite prever custos, otimizar o uso de insumos e capacitar a equipe com mais eficiência”, afirma a médica. Além disso, o fluxo foi organizado para concentrar consultas, exames e tratamentos complementares no mesmo local, reduzindo custos operacionais e aumentando a satisfação do paciente.
Protocolos que organizam e valorizam a clínica
Na prática, a padronização facilita o planejamento de materiais, o treinamento da equipe e a previsibilidade das etapas de atendimento. O Instituto Alphaveins combina atendimento clínico, procedimentos minimamente invasivos e exames realizados na própria unidade, integrando ciência, tecnologia e prática médica baseada em evidências.
Segundo informações divulgadas, a clínica faturou R$ 5,8 milhões em 2024. Esse resultado reflete uma operação baseada em protocolos diferenciados e uma experiência integrada para o paciente, não apenas no aumento do volume de consultas. É importante destacar que o faturamento não equivale necessariamente a lucro, pois despesas e margens financeiras não foram informadas.
Mentoria para médicas empreendedoras
Consciente dos desafios enfrentados por outras médicas, Haila fundou o Alphaveins Academy, programa de mentoria que aborda gestão financeira e operacional, temas pouco explorados na formação médica tradicional.
“Um protocolo clínico claro se torna a base de uma operação empresarial enxuta”, destaca a especialista. A iniciativa mostra que qualidade assistencial e sustentabilidade financeira podem ser planejadas em conjunto, sem que a médica precise se dedicar exclusivamente à administração.
Para mulheres que desejam empreender na saúde, a experiência da Dra. Haila reforça que conhecimento técnico é essencial, mas processos, indicadores e divisão de responsabilidades também são fundamentais para o sucesso e o cuidado com a própria carreira.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



