IA agêntica avança e pressiona líderes por resultados financeiros
Sistemas autônomos ganham espaço nas empresas com mercado global estimado em mais de US$ 22 bilhões
A inteligência artificial corporativa está evoluindo para uma nova fase com a adoção da chamada IA agêntica, sistemas autônomos capazes de realizar processos completos sem supervisão humana direta. Essa tecnologia tem ganhado destaque por sua capacidade de transformar investimentos em ganhos operacionais e financeiros mais concretos.
De acordo com o Kyndryl Readiness Report, 61% dos líderes empresariais relatam enfrentar maior pressão para comprovar o retorno dos investimentos em inteligência artificial do que no ano anterior. Apesar disso, o interesse em ampliar esses investimentos permanece elevado. O estudo CIO Playbook 2026, realizado pela IDC em parceria com a Lenovo na América Latina, aponta que 97% dos líderes de tecnologia da região planejam aumentar os aportes em IA ao longo deste ano.
O que é IA agêntica?
Diferente das ferramentas generativas que respondem a comandos pontuais, a IA agêntica é projetada para executar uma sequência completa de tarefas. Esses agentes inteligentes interpretam solicitações, consultam múltiplos sistemas, tomam decisões dentro de regras definidas e concluem atividades de forma autônoma.
Especialistas destacam que o avanço da tecnologia dependerá da capacidade das empresas de estabelecer governança adequada, incluindo critérios de segurança, monitoramento e responsabilidade no uso desses sistemas.
Mercado global em expansão
A Gartner estima que até o final de 2026, 40% das aplicações corporativas incorporarão agentes inteligentes. A consultoria Markets and Markets projeta que o mercado global de IA agêntica ultrapassará US$ 22 bilhões, refletindo a crescente adoção da tecnologia em diversos setores.
Aplicações práticas em diferentes setores
No turismo corporativo, agentes autônomos já são utilizados para automatizar processos como cotações, emissões, remarcações e reembolsos. Rafael Cohen, CEO da Blis AI, destaca que o setor lida com inúmeras regras e integrações em tempo real, e que os agentes desenvolvidos pela empresa executam essas tarefas diretamente nos sistemas do mercado, reduzindo custos e acelerando o atendimento.
Além do turismo, a IA agêntica tem sido aplicada em atendimento ao consumidor, engenharia de software, inteligência de dados, compras corporativas e cadeia de suprimentos. Nicola Sanchez, CEO da Matrix Go, ressalta que esses agentes conseguem compreender contextos, acessar informações em múltiplas plataformas e conduzir jornadas completas de atendimento, superando modelos tradicionais baseados em fluxos pré-programados.
O avanço da IA agêntica promete acelerar processos e aumentar a eficiência, mas também exige maior qualificação profissional e a definição clara de regras para o uso da tecnologia no ambiente corporativo. A discussão atual envolve não apenas as capacidades da IA, mas também a adaptação das empresas e trabalhadores a essa nova divisão de tarefas.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



