Frio: 5 doenças que mais afetam cães no inverno
Baixas temperaturas agravam problemas respiratórios, articulares e de pele; prevenção contra parasitas deve ser mantida
Com a chegada do inverno de 2026 e a intensificação das frentes frias, os cuidados com a saúde dos cães precisam ser redobrados. Segundo Mariana Silva, médica-veterinária e consultora técnica da Boehringer Ingelheim, as baixas temperaturas podem favorecer o surgimento ou agravamento de diversas doenças nos pets, tornando a prevenção essencial.
O frio intenso pode comprometer a imunidade dos animais, facilitando quadros respiratórios, além de afetar o sistema osteoarticular. Outro ponto importante é o combate contínuo aos parasitas, já que pulgas e carrapatos permanecem ativos mesmo no inverno, contrariando o mito de que só proliferam no verão.
1. Tosse dos canis (Gripe Canina ou Traqueobronquite Infecciosa)
Altamente contagiosa, essa doença provoca tosse seca e persistente. A aglomeração de cães em ambientes fechados, como creches e condomínios, durante o frio, facilita sua transmissão.
2. Doenças articulares
Cães idosos ou com predisposição a condições como osteoartrite podem apresentar maior dor e rigidez nas articulações no inverno. Isso ocorre devido ao aumento da rigidez muscular, alterações no líquido sinovial e à redução da atividade física.
3. Dermatites
Banhos com água muito quente e secagem inadequada do pelo, comuns em dias frios e sem sol, podem remover a proteção natural da pele, causando ressecamento, coceira e irritações.
4. Verminoses
Mesmo com o frio, ovos e larvas de vermes sobrevivem no ambiente, mantendo o risco de infecção para cães que circulam ao ar livre. A prevenção deve seguir orientação veterinária.
5. Infestações por pulgas e carrapatos
Contrariando o senso comum, esses parasitas continuam ativos no inverno e podem ser trazidos para dentro de casa por roupas e sapatos, infestando o ambiente e colocando em risco a saúde do animal e da família.
Mariana Silva alerta: “Além dos problemas respiratórios e articulares, notamos que, no inverno, há uma falsa sensação de segurança em relação aos parasitas, pois muitos responsáveis ainda acreditam que pulgas e carrapatos só se proliferam no verão. Esse é um mito perigoso. Os parasitas não hibernam, e manter a proteção preventiva do pet durante todos os meses do ano é fundamental”.
Vacinação e cuidados preventivos
A médica-veterinária reforça a importância da vacinação contra a gripe canina e do controle antiparasitário contínuo. A imunização é especialmente recomendada em locais com grande circulação de animais, como creches e hotéis para pets.
Em caso de sintomas como tosse persistente, coceira intensa, dor, rigidez ou mudanças no comportamento, é fundamental buscar avaliação veterinária. O calendário vacinal e o protocolo antiparasitário devem ser personalizados para cada animal.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



