Como transformar vestidos esquecidos em peças únicas

Em Goiânia, Iânila Itaici Ulhoa usa costura e redesign para recuperar vestidos de brechó e prolongar a vida útil das roupas.

Um vestido esquecido no armário ou deixado de lado em um brechó pode estar longe de ter perdido seu valor. Em Goiânia, a designer de moda e gerente de produtos educacionais Iânila Itaici Ulhoa encontrou na costura uma maneira de recuperar tecidos, renovar modelagens e prolongar a vida útil das roupas.

A relação com a máquina de costura ganhou força durante uma transição profissional. Com mais tempo livre, Iânila procurou o Clube de Costura para aprender ajustes básicos nas próprias peças. O que começou com barras de calça e pequenos reparos logo evoluiu para transformações mais complexas.

O vestido de brechó que virou peça favorita

A ideia ganhou novos contornos quando surgiu um casamento e Iânila decidiu procurar um vestido em um brechó. Ela encontrou uma peça com estampa marcante e tecido nobre, mas a estrutura estava desgastada e o forro precisava ser praticamente reconstruído.

“Quando levei para reformar, percebi que era muito mais difícil do que eu pensava. O forro estava todo acabado e praticamente tivemos que reconstruir a parte de cima inteira. Mas consegui preservar alguns detalhes da frente e o resultado ficou incrível. Hoje é meu vestido queridinho”, relembra.

Para Iânila, o segredo está em observar o que a peça ainda pode oferecer, sem ficar presa ao modelo original. “Quando olho para um vestido no brechó, eu esqueço o modelo. Observo o tecido, a cor, o estado da peça e a estrutura que pode surgir dali. Muitas vezes, o segredo é justamente retirar excessos e aproximar a peça de uma modelagem mais clássica”, explica.

Redesign une criatividade e consumo consciente

Vestidos de festa costumam ter tecidos de alta qualidade e pouco uso, mas podem acabar esquecidos por causa de modelagens que saíram de moda. Em vez de descartar essas peças, o redesign propõe desmontá-las e reconstruí-las com outra intenção.

“Eu literalmente viro a peça do avesso. Preciso desmanchar quase tudo para reconstruir. Por isso gosto tanto de chamar de redesign”, conta Iânila. Entre as experiências estão plissados transformados em corsês e vestidos completamente redesenhados.

O processo também ampliou sua relação com a costura. No Clube de Costura, ela passou por diferentes etapas, dos ajustes à produção de roupa de cama. “O Clube de Costura virou meu ateliê favorito. É um espaço que me dá liberdade criativa, apoio e estrutura. Eu me sinto muito acolhida lá”, destaca.

Moda sustentável começa no cotidiano

Na visão de Iânila, a sustentabilidade não depende apenas de grandes mudanças. Ela aparece em decisões práticas, como escolher tecidos duráveis, reformar uma roupa de festa ou reaproveitar algo que já existe.

“Moda sustentável, para mim, é prolongar ao máximo a vida útil de uma peça. Seja reformando um vestido de festa, escolhendo um tecido mais durável ou reaproveitando algo que já existe. Começa muito mais na consciência como consumidora”, conclui. Para ela, uma roupa que parece sem sentido pode precisar apenas de um novo olhar.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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