Artesanato brasileiro destaca cultura e sustentabilidade na ABCASA Fair
Projeto ABCASA Social reúne iniciativas de diversas regiões em feira de decoração
O artesanato brasileiro ganhou destaque na 17ª edição da ABCASA Fair, maior feira B2B de produtos para casa da América Latina, por meio do projeto ABCASA Social. A iniciativa reuniu artesãos de diferentes regiões do país, valorizando a diversidade cultural, a sustentabilidade e a geração de renda.
Idealizado pelo artista e galerista Renan Quevedo, o projeto Novos para Nós convidou artesãos selecionados de estados como Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Pará para expor suas peças e apresentar a riqueza das técnicas e culturas brasileiras.
Preservação cultural e sustentabilidade
Do Mato Grosso do Sul, a Fibra Morena, empresa familiar, destacou a arte indígena da etnia Terena com peças em madeira entalhada, cerâmica da região de Bonito, pintura terena e trabalhos em cabaça, utilizando tintas artesanais que reforçam a identidade das criações.
No Amazonas, a Fundação Almerinda Malaquias (FAM), de Novo Airão, atua há mais de 26 anos promovendo educação ambiental e desenvolvimento sustentável no Baixo Rio Negro. A instituição já formou mais de 1.000 artesãos e atualmente reúne 52 famílias, incluindo 34 mestres artesãos. A produção utiliza madeira Itaúba recuperada da construção naval e madeira de demolição, aplicando a técnica de marchetaria, que combina madeiras naturais sem uso de tinta, em peças inspiradas na fauna e flora amazônicas.
Tradição e inovação na cerâmica e design
De Cascavel, no Ceará, a Cerâmicas Muniz levou à feira mais de seis décadas de tradição familiar, combinando barro com desenhos inspirados na renda de bilros, unindo memória cultural, identidade regional e funcionalidade.
O programa Mãos e Mentes Paulistanas, da Prefeitura de São Paulo, também participou, tendo credenciado 10.500 artesãos na cidade e gerado R$ 6,5 milhões em renda entre 2019 e julho de 2026 por meio de vendas em feiras, eventos e oito espaços físicos. Somente em 2026, até julho, foram gerados R$ 1 milhão, um aumento de R$ 250 mil em relação ao mesmo período do ano anterior.
Entre as marcas do programa, a Ramamuri destacou-se com produtos em cimento e concreto com efeito granilite, além de vasos sustentáveis feitos a partir do reaproveitamento de garrafas de vidro de cerveja e vinho. A artesã Jessica Matos explicou que, apesar do brutalismo estar em alta, a marca mistura elementos delicados, como velas, para criar contraste e valorizar as peças.
Além da Ramamuri, o espaço apresentou trabalhos variados, incluindo colares de mesa, quadros bordados, cerâmicas e cestaria. A participação dos artesãos na ABCASA Fair evidencia como a decoração pode ser uma vitrine para a criatividade brasileira e para iniciativas que promovem impacto cultural, ambiental e econômico.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



