Congresso de Oncologia Américas destaca avanços em cardio-oncologia e imunoterapia
Evento em São Paulo reuniu 1.300 participantes para debater novas terapias e prevenção no tratamento do câncer
Entre os dias 6 e 8 de agosto, São Paulo sediou a segunda edição do Congresso de Oncologia Américas, que reuniu 1.300 participantes e mais de 220 palestrantes para discutir os principais avanços e desafios no tratamento do câncer. O evento destacou a importância da integração multidisciplinar e da atualização constante para aprimorar o cuidado oncológico.
Um dos temas centrais foi a cardio-oncologia, área que vem ganhando destaque diante do aumento da sobrevida dos pacientes e da necessidade de monitorar e tratar complicações cardiovasculares associadas à doença e aos tratamentos. Durante o congresso, especialistas abordaram questões como trombose, hipertensão pulmonar, monitoramento cardíaco e os riscos cardiovasculares relacionados a terapias inovadoras, incluindo a terapia CAR-T.
Visão ampla do paciente oncológico
A oncologista clínica Ana Paula Victorino, presidente do Congresso 2026, ressaltou a necessidade de uma abordagem integrada na oncologia. Segundo ela, “a oncologia não pode ser pensada de forma isolada. Diante do aumento da incidência do câncer e da crescente complexidade do seu tratamento, o avanço no cuidado oncológico exige integração entre diferentes especialidades, conhecimento científico e uma visão cada vez mais ampla do paciente”.
Fatores que influenciam a imunoterapia
A aula magna foi ministrada por Antonio Buzaid, diretor médico geral do Centro de Oncologia dos Hospitais Nove de Julho e Samaritano Higienópolis. Ele destacou como hábitos cotidianos, como a qualidade do sono, o consumo adequado de fibras e o cuidado com o uso de certos medicamentos que podem interferir no sistema imunológico, têm papel importante na resposta dos pacientes à imunoterapia.
Buzaid também reforçou os pilares da prevenção: alimentação equilibrada, atividade física regular, sono de qualidade e manejo do estresse. Esses hábitos contribuem para fortalecer o sistema imunológico e podem reduzir tanto o risco de desenvolver câncer quanto o de recorrência após o tratamento, embora não substituam a avaliação médica e as terapias indicadas.
Novas terapias e perspectivas futuras
Além disso, o congresso abordou atualizações sobre diagnóstico, tratamentos para diferentes tipos de câncer, pesquisa clínica e os desafios para incorporar inovações na assistência oncológica. Gustavo Fernandes, vice-presidente de Oncologia da Rede Américas, destacou que “reunir mais de 220 especialistas palestrantes em torno dos principais desafios da oncologia é uma oportunidade importante para compartilhar conhecimento e aproximar diferentes experiências”.
A próxima edição do Congresso Oncologia Américas terá Mariana Scaranti como presidente, com foco no tratamento multidisciplinar do paciente oncológico. A data do evento de 2027 ainda não foi informada.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



