Saúde do coração: por que prevenir antes dos sintomas
No Dia do Cardiologista, especialista explica como acompanhar fatores de risco e incorporar hábitos que protegem o coração ao longo da vida.
Sentir-se bem não significa necessariamente estar livre de riscos cardiovasculares. Pressão alta e alterações no colesterol, por exemplo, podem evoluir silenciosamente durante anos. Por isso, o cuidado com o coração deve começar antes da dor no peito, da falta de ar ou de um diagnóstico.
No Dia do Cardiologista, celebrado em 14 de agosto, a médica e professora da pós-graduação em Cardiologia da Afya Educação Médica Vitória, Dra. Tatiane Emerich, reforça que a prevenção cardiovascular é uma construção contínua. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo e respondem por cerca de 17,9 milhões de óbitos a cada ano.
Quais fatores aumentam o risco cardiovascular?
Entre os fatores associados ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares estão hipertensão, predisposição genética, colesterol elevado, diabetes, tabagismo, sedentarismo, alimentação inadequada, obesidade e consumo prejudicial de álcool.
Parte desses riscos pode ser prevenida, identificada precocemente ou controlada. A avaliação, no entanto, deve considerar o conjunto da vida de cada pessoa: idade, histórico familiar, hábitos e condições de saúde.
“A prevenção começa quando a pessoa conhece seus fatores de risco e passa a acompanhar regularmente indicadores como pressão arterial, colesterol, glicemia e peso”, explica a cardiologista.
Prevenção não começa aos 50 ou 60 anos
De acordo com a especialista, algumas alterações se desenvolvem de maneira silenciosa por muitos anos. É o caso da aterosclerose, processo relacionado a grande parte dos infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs).
“Cuidar do coração não deve ser encarado como uma tarefa que começa aos 50 ou 60 anos”, afirma Dra. Tatiane. Na infância e na juventude, a prevenção passa pela formação de bons hábitos. Na vida adulta, envolve manter essas escolhas e acompanhar indicadores de saúde.
Pequenas escolhas também fazem diferença
Para reduzir riscos, a orientação é priorizar mudanças possíveis de sustentar na rotina, em vez de buscar transformações radicais por pouco tempo. Praticar atividade física regularmente, não fumar, manter uma alimentação equilibrada, dormir adequadamente e cuidar da saúde metabólica estão entre as medidas citadas pela cardiologista.
“Em prevenção cardiovascular, consistência é muito mais importante do que perfeição”, resume.
A saúde do coração também se relaciona ao sono, aos rins, ao cérebro, ao metabolismo e ao estresse. Dormir mal de forma crônica, manter o sedentarismo, ganhar excesso de peso e viver sob estresse persistente podem contribuir para alterações de pressão, glicemia e inflamação.
Quando procurar avaliação médica?
Dor ou pressão no peito, falta de ar, palpitações recorrentes, tontura, desmaios ou redução inexplicada da tolerância aos esforços exigem avaliação médica. A atenção deve ser ainda maior para quem tem hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade, histórico familiar ou fuma.
Dependendo do perfil de risco, a prevenção pode incluir medicamentos, além das mudanças no estilo de vida. O objetivo é não esperar a doença aparecer para começar a cuidar.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



