Saúde do cérebro: hábitos que começam na infância
Sono, atividade física, vínculos e aprendizagem ajudam a cuidar das funções cognitivas em todas as fases da vida, segundo especialistas.
Cuidar da saúde do cérebro não deve ser uma preocupação exclusiva da meia-idade ou da terceira idade. O desenvolvimento cerebral é influenciado por hábitos e experiências desde a infância, e essa trajetória se estende por toda a vida. Sono adequado, alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, aprendizagem e vínculos sociais são fundamentais para o bem-estar cognitivo.
Com o envelhecimento da população e a expectativa de aumento no número de pessoas vivendo com demência nas próximas décadas, a cultura da prevenção torna-se ainda mais importante. Embora nem todos os fatores possam ser controlados, escolhas saudáveis podem ajudar a reduzir riscos associados à saúde cerebral.
Infância também é fase de cuidar do cérebro
O desenvolvimento cerebral começa antes do nascimento e é profundamente influenciado pelas experiências vividas nos primeiros anos de vida. Alimentação adequada, sono de qualidade, atividade física, vínculos afetivos, brincadeiras, contato com a natureza e educação de qualidade são elementos essenciais para o desenvolvimento integral.
A educação, além de ampliar conhecimentos, estimula habilidades como memória, atenção, linguagem, raciocínio e capacidade de resolver problemas. Assim, falar em saúde cerebral desde a infância não significa antecipar preocupações relacionadas ao envelhecimento, mas reconhecer que o cérebro se desenvolve e se adapta ao longo de toda a vida.
Aprender ajuda a construir reserva cognitiva
A neuroplasticidade, que é a capacidade do cérebro de se adaptar e reorganizar suas conexões, permanece ativa durante toda a vida. A exposição a novos conhecimentos e desafios está associada à manutenção da atividade cognitiva e à construção da reserva cognitiva, que é a capacidade do cérebro de utilizar suas redes de forma eficiente e encontrar caminhos alternativos diante de alterações relacionadas ao envelhecimento ou a doenças.
Educação, atividades intelectuais, experiências diversificadas e interação social são fatores que contribuem para essa construção.
Quais hábitos entram nessa rotina?
Entre os cuidados recomendados estão:
- Manter uma rotina de sono adequada;
- Praticar atividade física regularmente;
- Ter alimentação equilibrada;
- Acompanhar condições como hipertensão, diabetes e colesterol elevado;
- Evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool;
- Cuidar da saúde auditiva e visual;
- Preservar vínculos sociais e buscar novos aprendizados.
O sedentarismo, a hipertensão, o diabetes e o tabagismo são fatores de risco modificáveis associados ao desenvolvimento de demências. A partir dos 50 anos, algumas pessoas podem apresentar alterações em habilidades como atenção, concentração e memória para informações recentes, conforme destaca a gerontóloga Thaís Bento Lima, parceira científica do Supera.
Segundo Thaís Bento Lima, “a prática de exercícios de ginástica cerebral pode contribuir para otimizar o desempenho cognitivo mesmo diante das mudanças relacionadas ao envelhecimento normal.” A estimulação cognitiva envolve não apenas a memória, mas também atenção, raciocínio lógico, criatividade, flexibilidade cognitiva e resolução de problemas.
Assim, cuidar do cérebro é um processo contínuo que combina hábitos cotidianos, acompanhamento da saúde e oportunidades de aprendizado ao longo de toda a vida.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



