Pelos de pets podem virar diamantes ainda em vida
Tecnologia usa material de cães, gatos, cavalos e aves para criar joias memoriais sem esperar a morte do animal
Guardar os pelos do pet após uma escovação pode ganhar um significado especial. Uma tecnologia desenvolvida pela empresa brasileira The Diamond permite transformar pelos de cães, gatos, cavalos e até plumagens de aves em diamantes memoriais, sem a necessidade de aguardar a morte do animal.
Essa inovação acompanha uma mudança na forma como muitas famílias se relacionam com seus animais de estimação. Para além de companhia, os pets ocupam espaço central na rotina, nas decisões e nas memórias do lar. Nesse contexto, a joia surge como uma maneira de materializar esse vínculo afetivo ainda durante a convivência.
Como os pelos se transformam em diamante
Segundo informações da The Diamond, os pelos são compostos por queratina e outros elementos orgânicos ricos em carbono, o elemento fundamental para a produção do diamante. No laboratório, o carbono extraído do material passa por um processo controlado de pressão e temperatura, que possibilita o crescimento da pedra preciosa.
A empresa realiza integralmente no Brasil todas as etapas da transformação, sem a necessidade de enviar o material biológico para o exterior. As pedras produzidas apresentam propriedades físicas, químicas e ópticas equivalentes às de outros diamantes sintéticos.
O material pode ser coletado de diversas formas, como pelos guardados desde a fase de filhote, obtidos durante uma escovação ou associados a momentos especiais da história do animal. Após a finalização, o diamante pode ser incorporado a diferentes tipos de joias, como anéis, pingentes e brincos.
Uma lembrança criada antes da despedida
Diferentemente dos diamantes memoriais feitos a partir das cinzas após a morte do pet, a principal diferença está no momento da coleta. O tutor não precisa esperar uma situação de perda para iniciar o processo, podendo preservar uma parte do animal enquanto ele ainda faz parte da vida da família.
“Muitos tutores não querem esperar uma despedida para criar uma lembrança. Eles procuram o diamante ainda com o pet vivo justamente para transformar aquela relação em algo que possa acompanhá-los por muitos anos”, explica Mylena Cooper, CEO da The Diamond, tanatóloga e especialista em experiências de despedida e memorialização.
Ela destaca que o pelo permite preservar uma parte do animal sem necessariamente envolver um momento de luto. “Isso faz com que cada diamante carregue uma história que pertence somente àquela família”, afirma.
Mercado pet em crescimento
Essa tendência surge em um mercado pet que movimentou R$ 75,4 bilhões no Brasil em 2024, com crescimento de 9,6% em relação a 2023, segundo dados da Abempet. Embora o setor tenha relevância econômica, a escolha por uma joia memorial está principalmente ligada ao valor afetivo atribuído ao animal.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



