Colesterol alto: por que ele pode não dar sintomas

Alterações nas gorduras do sangue podem avançar em silêncio; exames periódicos ajudam a identificar riscos e orientar o cuidado cardiovascular.

Você se sente bem e imagina que está tudo certo com a saúde do coração? O colesterol alto pode passar despercebido por anos, sem provocar sinais visíveis, enquanto favorece o acúmulo de placas nas artérias. Por isso, exames periódicos são importantes mesmo quando não existe nenhum sintoma.

O alerta é da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS), divulgado por ocasião do Dia Nacional de Combate ao Colesterol, celebrado em 8 de agosto. A entidade chama a atenção para as dislipidemias, alterações nos níveis de gorduras do sangue que podem aumentar o risco de complicações cardiovasculares.

Colesterol alto nem sempre dá sinais

As dislipidemias envolvem principalmente o colesterol LDL, conhecido popularmente como “colesterol ruim”, e os triglicerídeos. O desafio é que, na maioria dos casos, a alteração não causa sintomas no início.

“O grande problema é que, na maioria das vezes, o colesterol elevado não causa sintomas. A pessoa pode se sentir perfeitamente bem durante muitos anos enquanto o excesso de colesterol vai se depositando silenciosamente na parede das artérias, favorecendo a formação de placas de aterosclerose”, explica o cardiologista Dr. Paulo Behr.

Segundo o médico, algumas pessoas só descobrem a alteração em exames de rotina ou depois de um evento cardiovascular, como infarto ou Acidente Vascular Cerebral (AVC). A redução do LDL é considerada uma das principais estratégias para diminuir a possibilidade dessas complicações.

Não é apenas uma questão de alimentação

Uma dieta desequilibrada, o excesso de peso e o sedentarismo podem interferir no perfil lipídico. No entanto, o colesterol elevado também pode estar relacionado à genética e a outras condições de saúde.

A hipercolesterolemia familiar, por exemplo, é uma condição genética capaz de provocar níveis muito altos de LDL desde o nascimento. Hipotireoidismo, diabetes, doenças renais e determinados medicamentos também podem alterar as gorduras do sangue.

“Algumas pessoas apresentam colesterol elevado mesmo mantendo hábitos saudáveis”, destaca Behr. Por isso, o problema não deve ser interpretado simplesmente como consequência de escolhas alimentares.

Como acompanhar a saúde cardiovascular

A frequência dos exames e as metas de colesterol precisam ser definidas individualmente, considerando idade, histórico familiar, presença de outras doenças e o risco cardiovascular de cada pessoa.

Entre as medidas que contribuem para a prevenção estão:

  • priorizar frutas, verduras, legumes, fibras e alimentos pouco processados;
  • praticar atividade física regularmente;
  • controlar o peso;
  • interromper o tabagismo;
  • manter acompanhamento com um profissional de saúde.

“O primeiro passo é conhecer os seus números”, orienta o cardiologista. Quando as mudanças no estilo de vida não são suficientes, medicamentos para reduzir o colesterol podem ser necessários. A recomendação é não esperar sintomas para começar a cuidar da saúde do coração.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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