Bienal de Curitiba traz duas exposições gratuitas no Memorial
Mostras de Ciro Fernandes e Abraham Votroba exploram memória e tempo no Centro Histórico
O Memorial de Curitiba, localizado no coração do Centro Histórico, recebe duas exposições gratuitas da 16ª Bienal Internacional de Curitiba, que ficam em cartaz até 15 de novembro de 2026. As mostras apresentam trabalhos do gravador brasileiro Ciro Fernandes e do fotógrafo argentino Abraham Votroba, que exploram o conceito de “LIMIARES”, tema central desta edição da Bienal.
Enquanto Ciro Fernandes, mestre da gravura brasileira, apresenta cerca de cem obras e matrizes de xilogravura que percorrem mais de seis décadas de sua trajetória, Abraham Votroba investiga a memória e o tempo por meio da fotografia, utilizando imagens, palavras, sombras e sobreposições para refletir sobre o que permanece e o que se transforma.
Gravuras que revelam o processo criativo
Na exposição “Ciro Fernandes: o menino, o olho e o pássaro”, o público pode observar não apenas as imagens finais, mas também as matrizes de xilogravura, que mostram as incisões e marcas feitas pelo artista na madeira antes da impressão. Nascido em Uiraúna, no sertão da Paraíba, e radicado no Rio de Janeiro, Ciro desenvolveu uma linguagem própria que dialoga com a cultura popular, a imaginação e a experimentação visual.
Com curadoria de Iriana Vezzani, a mostra reúne cerca de cem trabalhos que incluem figuras humanas, pássaros e animais, elementos recorrentes na obra do artista. Ciro Fernandes destaca que seus trabalhos tratam de questões ligadas ao imaginário, à observação do mundo e à liberdade criativa.
Fotografia entre passado e presente
Já a exposição “Me quedé mirando”, com curadoria de Guilherme Zawa, apresenta uma cartografia íntima feita pelo fotógrafo argentino Abraham Votroba, nascido em Misiones e radicado em Buenos Aires. Suas fotografias combinam diferentes tempos, corpos e feixes de luz que ocupam simultaneamente a mesma imagem, sugerindo que as lembranças são reconstruídas a partir do presente.
As imagens desbotadas ganham volume, palavras aparecem suspensas em fios translúcidos e sombras projetadas ajudam a formar novas paisagens no espaço, ampliando a experiência fotográfica para além do enquadramento tradicional.
Informações para visitação
- Local: Memorial de Curitiba, Rua Dr. Claudino dos Santos, 79, bairro São Francisco, Centro Histórico.
- Horário: terça a sexta, das 9h às 18h; sábados e domingos, das 9h às 15h.
- Entrada: gratuita.
- Exposições: “Ciro Fernandes: o menino, o olho e o pássaro” e “Me quedé mirando”.
- Período: até 15 de novembro de 2026.
As exposições estão instaladas no Museu da Gravura Cidade de Curitiba e no Museu da Fotografia Cidade de Curitiba, ambos equipamentos da Fundação Cultural de Curitiba. A iniciativa amplia o acesso à arte contemporânea na cidade, oferecendo uma oportunidade para conhecer diferentes formas de abordar a memória, o tempo e a criação artística.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



