Sono seguro: 8 cuidados essenciais para proteger o bebê

Posição para dormir, ambiente e amamentação são fundamentais para reduzir riscos na rotina do recém-nascido

A chegada de um bebê traz muitas dúvidas sobre cuidados diários, especialmente em relação ao sono seguro, que é fundamental para prevenir a síndrome da morte súbita do lactente — uma condição inesperada que ocorre geralmente durante o sono em crianças menores de um ano.

Segundo a neonatologista Monica Fráguas, da Pro Matre Paulista, a principal recomendação é colocar o bebê para dormir de barriga para cima. A posição de bruços pode ser usada por alguns minutos durante o dia, quando o bebê estiver acordado, mas sempre sob supervisão. É importante nunca deixar o bebê sozinho de lado ou de barriga para baixo.

“Dormir de barriga para cima é uma orientação simples, mas extremamente importante. Muitas famílias ainda recebem informações antigas ou contraditórias, por isso é fundamental reforçar que essa é a posição mais segura para o bebê dormir”, explica a médica.

Preparando um ambiente seguro para o sono

O berço deve ter um colchão firme, superfície plana e lençol bem ajustado. Para evitar riscos de sufocamento ou dificuldade respiratória, o espaço precisa estar livre de travesseiros, cobertores soltos, almofadas, protetores de berço, bichos de pelúcia e outros objetos.

Recomenda-se que o bebê durma no mesmo quarto dos pais nos primeiros meses, facilitando a observação, os cuidados noturnos e a amamentação, mas não necessariamente na mesma cama.

O compartilhamento da cama requer cuidados especiais. Situações que contraindicam essa prática incluem cansaço excessivo dos pais, uso de medicamentos sedativos, álcool, tabaco ou drogas. Além disso, sofás, poltronas e superfícies macias não são locais seguros para o bebê. Bebês prematuros não devem compartilhar a cama, e a decisão deve ser discutida com o pediatra para cada caso.

Temperatura, fumaça e amamentação

Superaquecer o bebê ou cobrir seu rosto durante o sono pode aumentar os riscos. A orientação é vestir a criança adequadamente ao clima, sem excesso de camadas, mantendo boca e nariz sempre livres. O ambiente deve ser confortável, ventilado e livre de fumaça de cigarro, pois a exposição ao tabaco durante a gestação e após o nascimento é um fator de risco importante para mortes relacionadas ao sono.

A amamentação, quando possível, também contribui para a proteção do bebê. Monica Fráguas destaca que a mulher precisa de acolhimento diante de dificuldades como dor, fissuras ou insegurança, e que o melhor caminho é buscar orientação especializada.

“Amamentar pode ser um fator protetor, mas a mulher precisa de apoio, não de cobrança. Quando há dor, fissuras, insegurança ou dificuldade de pega, o melhor caminho é buscar orientação especializada”, reforça a neonatologista.

Rotina e acompanhamento fazem a diferença

Consultas regulares, vacinação em dia e acompanhamento do ganho de peso são essenciais para identificar necessidades específicas. Bebês prematuros ou que passaram por internação neonatal podem precisar de orientações individualizadas.

O recém-nascido não funciona como um relógio: pode mamar de oito a 12 vezes ao dia, e na primeira semana de vida não deve ficar mais de três horas sem mamar. Em caso de dúvidas sobre sono, mamadas ou qualquer sinal diferente, a família deve procurar o pediatra.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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