Revistas impressas mantêm relevância para marcas com público definido
Silvana Piñeiro destaca o papel do impresso na comunicação estratégica de marcas
O impresso morreu? Para Silvana Piñeiro, jornalista e CEO da Smartcom, essa ideia é simplista e não reflete a realidade das decisões de comunicação nas empresas. Em seu artigo, ela argumenta que as revistas impressas permanecem relevantes quando ajudam marcas a construir autoridade, explicar temas complexos e dialogar com públicos muito bem definidos, que demandam tempo e profundidade de leitura.
O debate não deve ser visto como uma oposição entre impresso e digital, mas sim como a escolha do formato mais adequado ao objetivo da comunicação. Enquanto o digital privilegia agilidade e alcance, o impresso oferece uma experiência de leitura mais organizada, menos fragmentada e com maior profundidade.
O espaço do impresso na comunicação atual
Dados do último Censo Brasil de Editores de Jornais e Revistas indicam que a maioria das editoras atua no digital, mas uma parcela significativa mantém publicações impressas, muitas vezes integradas às estratégias digitais. Isso reforça a ideia de que cada canal cumpre uma função específica dentro de uma mesma estrutura de comunicação, com a revista ocupando um espaço importante para leituras mais atentas e construção de entendimento.
Em um cenário saturado de informação, as revistas deixaram de competir por volume e passaram a focar na atenção qualificada, alcançando públicos realmente interessados. Esse movimento impulsiona o crescimento das publicações customizadas, distribuídas diretamente em residências, clínicas, lojas, empresas e eventos, com conteúdo direcionado e distribuição precisa.
Revistas como plataforma para comunidades femininas
Um exemplo citado é a Realize Woman Magazine, publicação bilíngue criada pela Smartcom para dar visibilidade a mulheres brasileiras que constroem suas carreiras no exterior, público que muitas vezes não encontra espaço em veículos tradicionais. A revista circula em cidades europeias como Zurique, Munique, Londres, Nuremberg, Frankfurt, Düsseldorf, Berlim, Genebra, Porto e Augsburg, além do Brasil, alcançando países como Alemanha, Inglaterra, Portugal, Suíça e Escócia.
A escolha pelo formato impresso atendeu a um público que valoriza a experiência da leitura no papel e mantém vínculos culturais e comerciais com o Brasil. Parcerias com comunidades estabelecidas, como o grupo Mulheres do Brasil, foram fundamentais para ampliar a circulação e a recepção da revista.
Além da tiragem: medir o impacto real
Silvana destaca que a tiragem isolada não revela o impacto de uma revista. Cada exemplar pode passar por várias mãos, circular em encontros, gerar conversas e continuar ativo após o primeiro contato, ampliando o alcance de forma orgânica. Assim, o retorno está tanto na leitura quanto nos relacionamentos e oportunidades gerados.
O artigo conclui que o impresso não é uma questão de nostalgia ou resistência tecnológica, mas uma escolha pragmática que oferece profundidade, permanência e conexão direta, desde que haja definição clara do público e dos objetivos de comunicação.
Silvana Piñeiro é jornalista, CEO da Smartcom e autora do artigo que fundamenta este texto.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



