Mulheres dominam a saúde, mas lideram menos de 25% dos cargos estratégicos
Movimento AHOSP Mulher promove equidade e reconhece instituições que valorizam liderança feminina
As mulheres compõem aproximadamente 70% da força de trabalho no setor de saúde, atuando em assistência, gestão e áreas técnicas. No entanto, sua presença em cargos de alta liderança ainda é limitada, representando menos de 25% dessas posições, conforme dados da Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado de São Paulo (AHOSP).
Para enfrentar essa disparidade, a AHOSP criou o movimento AHOSP Mulher, idealizado por Letícia Bellotto Turim, presidente do Comitê AHOSP Mulher. A iniciativa visa fortalecer a liderança feminina, desenvolver gestoras e fomentar ambientes organizacionais mais seguros, éticos, inclusivos e sustentáveis.
Reconhecimento de instituições comprometidas com a equidade
Um dos pilares do movimento é o Selo de Excelência Feminina na Saúde, que certifica hospitais e organizações que adotam políticas efetivas de equidade de gênero, valorizam o protagonismo feminino e investem em práticas modernas de gestão, governança e desenvolvimento de lideranças.
Desde o lançamento da AHOSP Mulher, mais de 82 instituições de saúde de diversas regiões do Brasil inscreveram-se para o processo de certificação, demonstrando o compromisso crescente do setor com a diversidade e a inclusão.
Além do selo, o movimento inclui o Prêmio Excelência Feminina na Saúde, desenvolvido com apoio técnico do Grupo IBES (Instituto Brasileiro para Excelência em Saúde). A premiação reconhece instituições, profissionais e projetos que se destacam na promoção da equidade, inovação, qualidade assistencial e fortalecimento da liderança feminina.
Capacitação para ampliar a participação feminina em decisões estratégicas
A AHOSP Mulher também promove um programa de capacitação para mulheres que desejam assumir posições estratégicas nas organizações de saúde. O objetivo é ampliar a presença feminina em conselhos de administração, diretorias, fóruns técnicos e instâncias decisórias públicas e privadas.
O movimento incentiva programas de formação executiva e mentoria, além de fortalecer práticas de governança, ética e integridade institucional, promovendo ambientes de trabalho livres de discriminação, assédio e violência.
“Idealizamos a AHOSP Mulher porque entendemos que não basta reconhecer a importância das mulheres na assistência. É preciso garantir que elas também participem das decisões estratégicas que transformam a saúde”, afirma Letícia Bellotto Turim.
Ela destaca ainda que inspirar outras instituições a promover mudanças concretas é fundamental: “Cada mulher que conquista um espaço de liderança abre caminho para muitas outras, fortalecendo toda a cadeia da saúde e contribuindo para um sistema mais inovador, humano e sustentável”.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



