El Niño e o desafio de preservar medicamentos sensíveis ao calor
Eventos climáticos extremos aumentam riscos na cadeia fria de vacinas e insulinas
A chegada de um El Niño de forte intensidade nos próximos meses traz preocupações para a logística farmacêutica, especialmente no transporte e armazenamento de medicamentos termolábeis, como vacinas, insulinas e medicamentos biológicos. Esses produtos exigem controle rigoroso de temperatura, geralmente entre 2 °C e 8 °C, para manter sua eficácia e segurança.
O Grupo Polar, especialista em soluções para a cadeia fria, destaca que o aumento das temperaturas externas e a ocorrência de eventos climáticos extremos, como enchentes, deslizamentos e tempestades, podem comprometer a manutenção da temperatura adequada durante o transporte. Além disso, interrupções em rodovias e aeroportos podem prolongar o tempo de deslocamento, aumentando o risco de desvios térmicos.
Impactos do calor e da logística
Medicamentos termolábeis dependem de equipamentos refrigerados, embalagens térmicas e sistemas de monitoramento para garantir a faixa de temperatura recomendada até o destino final. Em períodos de calor intenso, refrigeradores, câmaras frias e veículos refrigerados precisam operar com maior esforço, o que eleva o consumo de energia e aumenta o risco de falhas, especialmente em situações de sobrecarga da rede elétrica ou quedas de energia.
“Quando há temperaturas externas mais elevadas, isso aumenta a carga sobre refrigeradores, câmaras frias e veículos refrigerados, exigindo maior capacidade dos equipamentos para manter a faixa recomendada de temperatura”, explica Liana Montemor, farmacêutica e diretora técnica do Grupo Polar.
Riscos adicionais e estratégias de mitigação
Além do calor, eventos como enchentes e congestionamentos podem atrasar entregas, prolongando o tempo de transporte e aumentando o risco de exposição dos medicamentos a condições inadequadas. Isso pode comprometer a eficácia dos produtos e impactar a segurança dos pacientes.
Para enfrentar esses desafios, o monitoramento em tempo real da temperatura com sensores, alarmes e sistemas de rastreabilidade torna-se fundamental, permitindo respostas rápidas em caso de desvios. Também são importantes o uso de embalagens térmicas qualificadas para manutenção prolongada da temperatura, o mapeamento de rotas críticas e investimentos em fontes alternativas de energia para garantir a continuidade da refrigeração.
“Mais do que reagir aos problemas, é preciso antecipar cenários para garantir que esses produtos cheguem ao destino preservando sua qualidade e eficácia”, ressalta Liana Montemor.
Em um cenário de maior imprevisibilidade climática, o planejamento logístico assume papel estratégico para proteger a integridade da cadeia fria, assegurando a qualidade dos medicamentos e a segurança dos pacientes.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



