Danielle Winits estreia “CHOQUE!” em Curitiba com crítica social e humor ácido

Espetáculo solo dirigido por Gerald Thomas será apresentado no Teatro Fernanda Montenegro em setembro

O que ainda pode ser considerado um sinal de vida inteligente? Essa é uma das perguntas centrais de CHOQUE! Procurando Sinais de Vida Inteligente, espetáculo estrelado por Danielle Winits que chega a Curitiba nos dias 11 e 12 de setembro, às 20h, no Teatro Fernanda Montenegro. A montagem tem direção de Gerald Thomas e combina humor ácido, drama e crítica social.

Após temporadas no Teatro Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, e no Teatro FAAP, em São Paulo, a peça será apresentada pela primeira vez na capital paranaense. No palco, Danielle conduz uma atuação solo e interpreta diferentes vozes em uma narrativa que questiona padrões sociais, a lógica capitalista, a cultura de massa e os limites das relações humanas.

Uma busca por conexão em meio ao caos

Apesar do título sugerir uma investigação extraterrestre, a obra usa essa ideia como metáfora para uma procura bastante terrena: encontrar empatia, afeto e sentido em uma sociedade marcada pela confusão cotidiana. A personagem central é uma ex-consultora criativa de grandes empresas que se tornou catadora de lixo nas ruas.

Ela acredita ter sido procurada por extraterrestres interessados em descobrir se ainda existem sinais de vida inteligente no universo. Ao mesmo tempo, tenta entender as pessoas ao seu redor e o próprio mundo em que vive. A dúvida atravessa toda a peça: a personagem perdeu a sanidade ou a realidade se tornou absurda demais para ser compreendida?

“A personagem fio condutor da montagem é uma ex-consultora criativa de grandes empresas que acabou por enlouquecer (ou não…) e se tornou uma catadora de lixo nas ruas”, afirma Danielle Winits no material de divulgação.

Texto clássico ganha questões do presente

A obra foi escrita pela norte-americana Jane Wagner e encenada originalmente em 1985, nos Estados Unidos, tendo sido conhecida pela atuação solo de Lily Tomlin. Na versão dirigida por Gerald Thomas, o texto também incorpora transformações das últimas décadas, como a presença das redes sociais e da inteligência artificial.

“Sim, o mundo mudou muito rápido nesses últimos quarenta anos”, observa Gerald Thomas. A atualização aproxima a peça de discussões atuais sobre seguidores, exposição, influência digital e o risco de apagar referências históricas em uma era de excesso de informação.

Um palco entre o pop e o descarte

A cenografia reforça esse contraste. Danielle inicia a apresentação em uma montanha de lixo, cercada por escadas que parecem desaparecer no alto do palco. Elementos associados à arte pop, como latas de sopa Campbell’s, convivem com texturas enferrujadas, tecidos suspensos, objetos cotidianos e pinturas de Rinaldo Escudeiro.

Com humor e referências filosóficas e culturais, CHOQUE! propõe uma experiência que alterna riso e reflexão. A resposta sobre a natureza do espetáculo — drama ou comédia — fica a cargo da visão de mundo de cada espectador.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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