Terapia hormonal na menopausa: benefícios e receios que impactam adesão
Medo do câncer de mama é um dos principais motivos para baixa prescrição do tratamento
O receio em relação à terapia hormonal da menopausa (TH), especialmente quanto a uma possível ligação com o câncer de mama, ainda afasta muitas mulheres do tratamento. Dados do Brazilian Menopause Study indicam que apenas 22% das brasileiras relataram ter recebido prescrição médica para a TH, apesar dos benefícios reconhecidos para o alívio dos sintomas da menopausa.
A menopausa é uma fase natural da vida da mulher, com idade mediana de ocorrência no Brasil aos 48 anos. Mais de 85% das mulheres apresentam algum sintoma climatérico, sendo que 73% relatam ondas de calor, também chamadas de fogachos, que podem impactar significativamente a qualidade de vida.
O que é a terapia hormonal da menopausa?
A terapia hormonal tem como objetivo manter os níveis de estrogênio no organismo durante a menopausa, reduzindo sintomas como ondas de calor, suores noturnos e secura vaginal. Além disso, pode contribuir para a diminuição do risco de osteoporose.
Luciano de Melo Pompei, professor associado livre-docente da Faculdade de Medicina do ABC, destaca que “os riscos da TH são geralmente menores do que os benefícios”. Contudo, ele ressalta que a indicação do tratamento deve ser individualizada, considerando o histórico e as condições de saúde de cada mulher.
Por que o medo do câncer de mama persiste?
O especialista explica que a relação entre a terapia hormonal e o câncer de mama não é simples nem direta. A associação pode variar conforme o tipo de progestagênio utilizado no regime terapêutico, podendo influenciar o risco de forma diferente.
Assim, é fundamental que a decisão sobre o uso da TH seja baseada nas recomendações das diretrizes nacionais e internacionais, além de considerar o histórico clínico e as necessidades específicas da paciente.
Importância da informação para a decisão
Pompei enfatiza que fornecer informações claras e acessíveis às pacientes facilita o diálogo e a tomada de decisão consciente. Muitas mulheres chegam ao consultório com dúvidas sobre sintomas, tipos de hormônios, formas de uso e possíveis efeitos.
O material também traz o relato de Nanci Utida, diretora associada de Assuntos Médicos da Organon, que compartilha sua experiência pessoal: ao iniciar a menopausa aos 51 anos, enfrentou sintomas que afetaram seu dia a dia, mas observou melhora significativa após o uso de estrogênio transdérmico em gel, recuperando sono e qualidade de vida.
É importante reforçar que a terapia hormonal não deve ser iniciada, interrompida ou modificada sem orientação médica. A decisão deve ser tomada em conjunto com um profissional de saúde, considerando os riscos, benefícios e acompanhamento adequado.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



