Suplementos: ingerir não garante absorção eficaz dos nutrientes
Fatores como café, chá, doenças gastrointestinais e medicamentos podem comprometer o aproveitamento do ferro e vitaminas pelo organismo
Tomar suplementos conforme orientação médica é fundamental para corrigir deficiências nutricionais, mas isso não garante que o organismo esteja absorvendo e utilizando todos os nutrientes de forma eficiente. A absorção depende do funcionamento do sistema digestivo, da alimentação, de possíveis doenças e da tecnologia empregada na formulação dos suplementos.
O ferro é um exemplo clássico dessa complexidade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a deficiência de ferro é a principal causa de anemia no mundo, afetando especialmente mulheres em idade fértil, gestantes e crianças.
Ingerir e absorver: etapas distintas
Após o consumo, o nutriente precisa ser absorvido pelo sistema digestivo, alcançar a corrente sanguínea e chegar às células onde exercerá sua função. Se alguma dessas etapas for comprometida, o benefício esperado da suplementação pode ser reduzido.
“Quando falamos em suplementação, não basta apenas consumir o nutriente. Ele precisa ser absorvido pelo sistema digestivo, alcançar a corrente sanguínea e chegar às células onde será utilizado. Se esse processo não acontece de forma adequada, o benefício esperado pode ser menor”, explica o médico Carlos Alberto Reyes Medina, diretor médico da Carnot Laboratórios.
Fatores que podem dificultar a absorção do ferro incluem:
- doenças gastrointestinais;
- alterações da mucosa intestinal;
- inflamações crônicas;
- uso de alguns medicamentos;
- hábitos alimentares, como o consumo de café e chá junto às refeições ou suplementos, que possuem compostos que dificultam a absorção do ferro.
O papel da tecnologia na absorção
A biodisponibilidade, termo que descreve a quantidade efetivamente absorvida e utilizada pelo organismo, pode ser influenciada pela tecnologia empregada na formulação dos suplementos.
“Hoje sabemos que existem diferentes formas de apresentação dos suplementos, e algumas tecnologias foram desenvolvidas justamente para favorecer a absorção e reduzir perdas durante o processo digestivo. A escolha da melhor estratégia deve sempre ser feita pelo médico, considerando as necessidades individuais de cada paciente”, afirma o especialista.
A importância do acompanhamento médico
O progresso do tratamento deve ser monitorado por meio de exames laboratoriais. Caso os níveis do nutriente não apresentem a melhora esperada, é necessário investigar possíveis problemas na absorção, adesão ao tratamento ou a presença de outras condições clínicas.
Sintomas como cansaço persistente, fraqueza, dificuldade de concentração e queda de cabelo merecem avaliação profissional, especialmente se persistirem após o início da suplementação. Esses sinais, porém, não confirmam isoladamente uma deficiência nutricional.
Além disso, a automedicação pode ser prejudicial, pois o excesso de determinados nutrientes pode causar efeitos adversos. Por isso, a suplementação deve ser sempre indicada e ajustada por um profissional de saúde, considerando as necessidades e exames individuais.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



