Reiki no SUS: prática cresce e ultrapassa 10 milhões de atendimentos

Celebrado em 15 de agosto, o reiki integra as práticas do SUS e acompanha a expansão das terapias integrativas no Brasil

O reiki, técnica japonesa que canaliza energia vital por meio das mãos, é celebrado mundialmente em 15 de agosto, data que marca o aniversário do seu criador, Mikao Usui. No Brasil, o reiki integra as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), acompanhando o crescimento da procura por abordagens voltadas ao bem-estar.

Dados do Ministério da Saúde indicam que, em 2025, foram realizados 10.071.944 procedimentos relacionados às PICS, um aumento de cerca de 14,6% em relação a 2024, quando foram contabilizados 8.790.552 procedimentos. Em 2023, o total havia sido de 7.177.678, evidenciando uma expansão progressiva dessas práticas na rede pública.

Origem e incorporação ao SUS

A palavra reiki combina os termos japoneses “rei”, que significa energia universal, e “ki”, energia vital individual. A prática foi sistematizada em 1922 por Mikao Usui, cuja data de nascimento é celebrada no Dia Internacional do Reiki, em 15 de agosto.

No Brasil, o reiki foi incorporado ao SUS em 2017, por meio da Portaria nº 849 do Ministério da Saúde, integrando as 29 modalidades da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), que completou 20 anos recentemente.

De acordo com a terapeuta reikiana e acupunturista Ana Paula Souza, de São Paulo, o reiki atua sobre os sete chacras, promovendo relaxamento profundo ao desbloquear pontos de estagnação energética. “A energia só flui quando o chacra está desbloqueado”, explica.

Da experiência pessoal à profissão

Ana Paula conheceu o reiki entre 2015 e 2016, após seu divórcio, buscando alívio para dores emocionais. Após perceber os benefícios, iniciou a formação completa em 2017. Naquele ano, aplicou a técnica durante a internação do pai, constatando o impacto positivo tanto para pacientes quanto para terapeutas.

Posteriormente, ela complementou sua formação com acupuntura e medicina tradicional chinesa, concluída em 2025. Atualmente, Ana Paula atende em São Paulo, oferecendo sessões de acupuntura, auriculoterapia e reiki, combinando as técnicas conforme a necessidade de cada paciente.

Reconhecimento e papel complementar

O Ministério da Saúde destaca o crescimento de 40,3% nos procedimentos relacionados às PICS entre 2023 e 2025, refletindo a ampliação do acesso a essas práticas na rede pública. Além disso, as medicinas tradicionais, complementares e integrativas são reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como promotoras da saúde integral.

É importante ressaltar que o reiki e outras práticas integrativas complementam o tratamento médico convencional, sem substituí-lo, garantindo um cuidado mais amplo e integrado à saúde do paciente.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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