Pontos de atendimento aproximam saúde de comunidades ribeirinhas no Amazonas

Novas unidades em Carauari facilitam acesso a serviços médicos para 56 comunidades

Para muitas mulheres que vivem em comunidades ribeirinhas do Amazonas, cuidar da saúde envolvia longas viagens para consultas e exames. Em Carauari, no Médio Juruá, a implantação de dois Pontos de Atendimento à Saúde mudou essa realidade para moradores de 56 comunidades.

Aldeniza Silva, moradora da comunidade Boa Vista, enfrentava deslocamentos de dois a três dias até a sede de Carauari para realizar o pré-natal. Grávida de sete meses e mãe de quatro filhos, cada viagem exigia organização de transporte, custos e cuidados com as crianças que ficavam em casa.

Com a abertura dos pontos Raimundo Ribeiro de Lima, conhecido como Saborá, na comunidade do Bauana, e Laice Santos do Nascimento, na região do Campina, o trajeto até o atendimento passou a levar cerca de cinco minutos de rabeta. Aldeniza relata: “Eu já estava me preparando para ir a Carauari fazer a consulta, mas soube que teria atendimento aqui e esperei. Estou achando ótimo, graças a Deus, porque ficou bem pertinho. Agora fica mais fácil cuidar de mim e dos meus filhos.”

Atendimento integrado e fortalecimento da Atenção Primária

Os pontos oferecem atendimentos médicos, odontológicos, de enfermagem e telessaúde, aproximando serviços essenciais das famílias e reduzindo a necessidade de longos deslocamentos. A iniciativa faz parte do projeto SUS na Floresta, realizado pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS) em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Fundo Vale e Umane, com gestão do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) e apoio técnico de prefeituras e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas.

Atendimento rápido em emergências

A proximidade dos pontos também é crucial em situações que exigem cuidado imediato. Thiago Freitas Andrade, da comunidade Xibauazinho, ficou cerca de uma semana com um ferimento no pé após pisar em um prego. A lesão inflamou e causou dores intensas. Ele viajou cerca de cinco horas de barco até o ponto de atendimento, onde foi atendido no mesmo dia, recebeu tratamento, medicação, orientações e indicação para vacinação antitetânica. Caso precisasse ir até Carauari, enfrentaria mais dez horas de deslocamento e esperaria por resgate.

Além do atendimento cotidiano, os pontos apoiam emergências como picadas de cobra e acidentes durante atividades de caça, ampliando a segurança para pacientes e equipes em uma região com desafios logísticos como chuva, escuridão e dificuldades na navegação.

Em abril, o projeto inaugurou também o Ponto de Atendimento à Saúde José Rodrigues, na comunidade do Ubim, na Reserva Extrativista do Rio Gregório, em Eirunepé. A unidade oferece atendimento presencial, odontológico, telessaúde, triagem, dispensação de medicamentos e espaço para apoiar a permanência de profissionais de saúde no território.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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