Colesterol alto: por que o exame não pode esperar
Colesterol alto pode não dar sinais; entenda o papel do perfil lipídico, dos fatores de risco e do acompanhamento para prevenir infarto e AVC.
Você sabe como estão seus níveis de colesterol? A pergunta ganha força em agosto, especialmente por causa do Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, lembrado em 8 de agosto. O motivo é simples: o colesterol alto pode evoluir silenciosamente, sem sinais perceptíveis, enquanto aumenta o risco de problemas cardiovasculares.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, as doenças cardiovasculares respondem por aproximadamente 400 mil mortes por ano no Brasil e representam cerca de 31% dos óbitos registrados no país. Por isso, identificar fatores de risco e manter acompanhamento de saúde são medidas importantes de prevenção.
Exame de sangue ajuda a identificar alterações
Como o colesterol elevado geralmente não provoca sintomas imediatos, o exame de sangue é o principal ponto de partida para a investigação. O chamado perfil lipídico avalia colesterol total, LDL, HDL e triglicérides.
Mas interpretar o resultado não significa olhar apenas para um número. A avaliação também considera idade, pressão arterial, tabagismo, diabetes, histórico familiar e outras condições de saúde. As metas para o LDL, conhecido popularmente como “colesterol ruim”, variam de acordo com o risco cardiovascular individual.
“O colesterol elevado pode passar anos sem produzir sinais evidentes. Por isso, a prevenção depende de uma combinação entre exames periódicos, análise dos fatores de risco e acompanhamento médico, especialmente entre pessoas que já apresentam hipertensão, diabetes, histórico familiar ou doença cardiovascular”, afirma Rodrigo Feijó, especialista da MA Hospitalar.
Qual é a relação com infarto e AVC?
O colesterol exerce funções importantes no organismo. Porém, níveis elevados de LDL favorecem o depósito de gordura nas paredes das artérias. Esse processo, chamado aterosclerose, pode dificultar a passagem do sangue e aumentar a probabilidade de eventos como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Dependendo do perfil da pessoa, o profissional de saúde pode solicitar ou acompanhar outros indicadores, como pressão arterial e glicemia. Eletrocardiograma e exames de imagem também podem fazer parte da investigação quando existe indicação clínica, doença preexistente, sintomas ou maior probabilidade de complicações.
Prevenção exige acompanhamento contínuo
A ausência de sintomas não significa ausência de risco. Conhecer os níveis de colesterol e discutir os resultados com um profissional permite definir estratégias individualizadas, que podem envolver mudanças na alimentação, atividade física e, quando indicado, tratamento medicamentoso.
O alerta de agosto funciona, portanto, como um lembrete para não deixar os exames de rotina para depois. A identificação precoce e o controle sustentado do LDL ajudam a reduzir a exposição aos fatores associados à aterosclerose e podem contribuir para diminuir a probabilidade de complicações cardiovasculares.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



