Costura vira renda e fortalece a moda sustentável em Goiânia
Clube de Costura reúne máquinas, aprendizado e troca de experiências para quem quer criar, empreender ou transformar roupas em novas peças.
Transformar uma ideia em roupa pode ser um desafio para quem enfrenta o alto custo dos equipamentos necessários. Em Goiânia, o Clube de Costura surge como uma solução inovadora, oferecendo uma estrutura compartilhada que aproxima estudantes, estilistas, costureiros e empreendedores de máquinas industriais e equipamentos especializados, além de proporcionar um ambiente colaborativo de aprendizado.
Localizado no Mega Moda Shopping, na Região da 44, importante polo atacadista de moda, o projeto institucional funciona como um coworking voltado à confecção. A iniciativa permite que novos negócios e projetos autorais avancem sem a necessidade de um investimento inicial elevado em equipamentos.
Mais acesso para desenvolver coleções
A estilista Marina Soares Novaes, de 25 anos, utiliza o serviço de aluguel de equipamentos do Clube para produzir suas coleções com acabamento profissional. Apaixonada pela costura desde a infância, ela destaca que o espaço oferece acesso a máquinas de ponta que ela não poderia adquirir neste momento.
“É uma maneira de entregar o melhor acabamento profissional, utilizando equipamentos de ponta, que eu não teria acesso de outra forma neste momento”, afirma Marina.
Além da infraestrutura, Marina valoriza o ambiente colaborativo, que contribui para seu aprimoramento técnico e criativo. Ela ressalta que um bom curso de costura ensina a valorizar os detalhes que fazem diferença no resultado final e estimula o pensamento criativo para superar desafios durante a produção.
Quando o brechó vira matéria-prima
A designer de moda e gerente de produtos educacionais Iânila Itaici Ulhoa descobriu na costura uma nova forma de enxergar a moda, mais sustentável e consciente. Inicialmente interessada em aprender pequenos ajustes nas próprias roupas, sua experiência com um vestido de brechó transformou sua relação com o reaproveitamento.
O vestido, feito com tecido nobre, estava desgastado e precisou de uma reforma complexa, incluindo a reconstrução da parte superior e do forro. O resultado foi uma peça renovada que se tornou a preferida de Iânila.
“Quando olho para um vestido, esqueço completamente o modelo. Observo o tecido, a cor, a estrutura da peça e imagino no que ela pode se transformar”, explica.
Para ela, a customização envolve retirar excessos, atualizar modelagens e valorizar características existentes, prolongando a vida útil das roupas. A moda sustentável, segundo Iânila, está ligada ao reaproveitamento inteligente e à escolha de materiais resistentes, repensando o descarte.
Empreendedorismo e consumo consciente
Rogélia Pinheiro, gerente do Clube de Costura, destaca que o acesso a equipamentos e conhecimento transforma talento em oportunidade. O espaço reúne pessoas interessadas em criar marcas, ampliar a produção, estudar ou dar novos usos a roupas que seriam descartadas.
Assim, a costura atua como ferramenta para geração de renda e para a redução do desperdício na moda. Entre máquinas, tecidos e trocas de experiências, novas peças e projetos ganham vida diariamente no Clube de Costura.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



