Moda entre pais e filhos: quando o look vira afeto

Roupas coordenadas e referências compartilhadas mostram como a paternidade mais próxima também aparece no estilo das famílias

O look combinado entre pais e filhos deixou de ser apenas uma brincadeira de Dia dos Pais. Em famílias mais próximas e participativas, a roupa virou uma forma de compartilhar interesses, criar memórias e mostrar pertencimento. Foi o que aconteceu com Alexandre Guerra e a filha Beatriz Guerra durante um show de Harry Styles.

Administrador e fã de One Direction, Alexandre conheceu as músicas do grupo por influência da filha e depois também se tornou admirador da carreira solo de Harry Styles. Para o show, Beatriz sugeriu que os dois usassem camisetas com frases complementares inspiradas no cantor. A escolha chamou a atenção de outros fãs, que abordaram Alexandre para tirar fotos.

Quando o pai entra no universo da filha

Mais do que uma produção coordenada, o visual representou uma experiência vivida em conjunto. Beatriz descreve o pai como uma das pessoas que mais a apoia e incentiva e conta que ele participou da noite com entusiasmo, cantando boa parte das músicas e se emocionando durante a apresentação.

“Foi maravilhoso. Ele nunca tinha visto eu e minha irmã no nosso estado puro de fangirl, meu pai sabia cantar a maioria das músicas e aproveitou o show intensamente, chegou até a se emocionar durante a apresentação, foi um momento especial que irei levar para sempre”, comenta a publicitária.

Esse tipo de troca amplia a ideia de “tal pai, tal filho”. Em vez de apenas transmitir seus próprios gostos, muitos pais também passam a incorporar referências apresentadas pelos filhos — da música às roupas, passando por tendências e códigos visuais.

A roupa como linguagem de proximidade

Para Elizângela Gomes, professora de moda da Sigbol, a mudança não é apenas estética. “A roupa sempre foi uma forma de comunicar comportamento. Quando vemos pais e filhos compartilhando referências, usando peças parecidas ou até influenciando o estilo um do outro, estamos diante de uma transformação cultural. A moda acompanha uma paternidade mais presente, afetiva e participativa, refletindo relações familiares mais próximas e menos marcadas pelas antigas formalidades.”

Essa transformação também aparece em produtos e coleções voltados à convivência familiar, como camisetas que celebram a paternidade, peças coordenadas e propostas “tal pai, tal filho”. Há ainda itens associados à rotina de cuidado, como slings desenvolvidos para homens, segundo o material da Sigbol.

Influência de mão dupla entre gerações

Aluízio de Freitas, diretor da Sigbol, relata que a influência hoje acontece nos dois sentidos. Aos 60 anos, ele conta que acompanha as tendências usadas pelo filho de 13 anos, como calças largas e camisetas oversized, enquanto o adolescente também pega emprestada uma jaqueta de couro do pai.

A troca mostra que o estilo pode funcionar como um diálogo cotidiano. Quando pais aceitam conhecer os interesses dos filhos e participar deles, uma camiseta ou uma jaqueta deixa de ser apenas roupa: passa a guardar histórias, cumplicidade e momentos compartilhados.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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